quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A Escuta Ativa



Olá!


Quantas e quantas oportunidades perdemos ou deixamos de ganhar por termos falado mais e escutado menos?

Tenho procurado aprender a cada dia com esta pergunta. No caminho, tenho encontrado muitas pessoas altamente inteligentes mas pouco hábeis em escutar verdadeiramente. A esta forma de ouvir chamo de "Escuta Ativa".

Escuta Ativa é a AÇÃO de colocar-se totalmente em direção à mensagem e à pessoa com quem esteja falando. 

Significa escutar com os ouvidos, olhos, coração, enfim, com todo o ser focado na mensagem e sua origem. 

Há quem reclame de não ter tempo para ouvir, mas estes sempre encontram tempo para resmungar pelos cantos dizendo que ninguém lhe ouve! 
Há quem diga que não tem paciência para ouvir, mas estes, sempre exigem calma quando são cobrados. 
Existem aqueles que adoram exigir atenção, mas que pouco se importam quando alguém lhes dirige a palavra.

Se você atende o telefone no meio de uma conversa... Se fica olhando na tela do computador ou TV enquanto alguém lhe diz algo... Avalie como está a sua Escuta Ativa! Talvez poderia ter evitado muitos problemas ou falhas de comunicação na sua vida. 

Chefes conheceriam muito melhor suas equipes se utilizassem a Escuta Ativa. Pais mergulhariam no mundo de seus filhos se a Escuta Ativa fizesse parte dos rituais familiares. Filhos evitariam muitas bobagens se a Escuta Ativa habitasse suas vidas.

Espero que a Escuta Ativa lhe ajude a abrir melhor os portões do seu caminho. Praticar um pouquinho mais todos os dias, isso tem dado certo para mim, fica a dica!

Forte abraço!













segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Caminho da Sinceridade



Olá!


Você já deve ter tido experiências em seu caminho com a sinceridade. Costumo dizer que a sinceridade é um valor muito versátil, pois a percebemos tanto na presença quanto na sua ausência. Por mais doloridos que possam ser os efeitos da sinceridade, ainda assim, ela é valorizada.

A história desta palavra traz um significado interessante. Sinceridade vem do latim sin cera (sem cera): quando as colunas de sustentação das construções apresentavam alguma trinca ou rachadura eram retocadas com cera. Isso fazia com que ela deixasse de mostrar a imperfeição da obra. Desde então, o termo “sincero” demonstra aquele que não esconde as imperfeições, que não oculta o imperfeito.

Importante perceber que este valor é irmão da transparência, pois ambos destacam a clareza das relações. Relacionamentos sem transparência e sinceridade tendem a ser muito frágeis e sem valor. Conviver com alguém que esconde algo é muito frustrante e improdutivo.

Há um elemento muito importante que torna sinceridade ainda mais bela e valorizada. Este elemento se refere à forma, ao jeito, à maneira de como é aplicada. Aqui incluo a “sutileza”. 

A sutileza torna a sinceridade polida, educada, cortês e brilhante, pois destaca a inteligência de quem a pratica.

Em meu caminho, tenho encontrado pessoas sinceras, mas conheci poucas que são sinceras e sutis. Sinceridade sem sutileza é como um elefante diante de uma cristaleira, pode ser um desastre se mal administrada. 

A falta da sutileza empresta à sinceridade os adjetivos de aspereza, rudeza e inconveniência.  Apesar de, ainda assim, ser preferível à mentira. Contudo, se combinada à sutileza traria maiores benefícios pela atenção a detalhes.

Quantas equipes poderiam ser mais energizadas por seus líderes se estes utilizassem mais a sinceridade sutil em seus feedbacks, quantas vendas poderiam ser potencializadas, se vendedores utilizassem esta arte com os clientes, quantos pais teriam maior respeito de seus filhos se praticassem o exemplo da sinceridade sutil, quantos relacionamentos seriam mais verdadeiros e duradouros se as verdades sempre fossem ditas de forma mais respeitosa, mais humana... 

Certa vez ouvi: “Eu falo tudo mesmo, e tudo, na cara!”. 

Importante isso, dizer o que é preciso ser dito, valorizar a verdade diretamente a quem deve conhecê-la. Contudo, tenho aprendido que é igualmente importante ser responsável com as palavras, pois estas, não voltam. 



Utilizar a sutileza com a sinceridade é uma arte de combinar palavras, tom de voz, olhar, gestos, etc. 

Um caminho percorrido com a verdade é mais bonito se cercado pelas flores da sutileza. O aroma da caminhada é mais agradável, a paisagem fica mais bela e tenha certeza, as pessoas adorarão caminhar ao seu lado, pois sabem que estar ao lado de alguém sincero é bom, mas melhor ainda é estar ao lado de um sincero e sutil.

Pense nisso!

Forte abraço.

domingo, 28 de outubro de 2012

Você quer crescer ou ser crescido?


Olá!


Acredito que existem dois tipos de pessoas:


Há os que querem crescer 
e os que querem ser crescidos! 

De qual lado você está?



Digo isso, pois em meu caminho, vez ou outra encontro pessoas que adoram se lamentar e colocar a culpa em alguém pelo seu próprio desenvolvimento.

Há quem culpe a empresa:
"...aqui nós recebemos pouco treinamento...", ou "A empresa não paga cursos...", ou "...meu chefe não me deixa voltar a estudar...". 

Há quem culpe a família:
"...meu pais nunca me deram apoio...", "...meus filhos não me deixam estudar...".

Há quem culpe o governo:
"...não temos opções de cursos aqui...", ou "...o prefeito não desenvolve nossas escolas...".

Existem os que culpam o tempo:
"...meu tempo não deixa...", "...meu dia deveria ter 36 horas...".



Sempre que ouço alguns dos exemplos acima, faço a pergunta que iniciei este post de hoje. Imediatamente a pessoa me lança um olhar de susto e o silêncio mostra o que a consciência sempre tentou alertá-la, que somente há um responsável final pelo próprio desenvolvimento.



Imagino os que querem ser crescidos, como se fossem passarinhos dentro do ninho, aguardando com o bico aberto pela comida que seus pais saíram buscar. Como se quisessem permanecer como eternas crianças totalmente dependentes de alguém superior, mais forte, mais experiente...

Recomendo que saia desta vitimização e assuma a responsabilidade pelo seu desenvolvimento. Anotei a seguir, algumas dicas:




1. Ajude na mudança: arregace as mangas!


Culpar a empresa? Não adianta, o caminho não é esse. Busque o que fazer para ajudar a sua empresa a descobrir maneiras melhores, mais criativas, de melhor custo e maior retorno para todos. Se você está em uma empresa é seu dever ajudar no desenvolvimento de todos. Tenho certeza que há algo que você pode contribuir. Use sua influência para o bem, para convencer quem pode ajudar a colocar sua ideia em prática e pare de ficar propagando lamentações infantis pelos corredores. Pergunte-se: "será que eu tenho ajudado a mudar isso?". Se não conseguiu responder imediatamente, pare e comece a mudar de postura, pois senão em muito breve, você é que será mudado de lá.


2. O que você precisa aprender?

Em geral, os que mais reclamam, na verdade nem sabem ou nem sequer perguntaram sobre o que deveriam aprender. 
Descubra! Há muitos detalhes em sua atividade ou nas atividades que se relacionam com a sua, que você precisa saber. Lembre-se: sempre há o que aprender.


3. Postura de protagonista!

Assuma a sua responsabilidade e pare de ficar colocando culpa nos outros, no governo, nos pais, filhos, tempo, no tsunami, na crise internacional... Essa citação de Tom Peters (http://www.tompeters.com/) pode lhe ajudar a refletir:

Em seu livro "A marca você", Tom Peters apresenta um exemplo de uma lápide escrita por um executivo que tinha postura de vítima:



"Aqui jaz Fulano de Tal. 
Uma pessoa que teria feito 
coisas fantásticas 
se seu chefe tivesse deixado!"




Tenho certeza de que não quer isso esteja na sua lápide!

Uma dica de leitura bem bacana para lhe ajudar nesta reflexão é o livro do professor Mário Sergio Cortella, com o título "Qual é a tua obra" (Ed. Vozes).


4. Busque alternativas:

Pouco tempo?

  • Leituras regulares em intervalos por dia. No ônibus, por exemplo, ou acorde 20 minutos mais cedo para ler 4 páginas de um bom livro todos os dias; 
  • Cursos à distância ou via internet; 
  • Há quem se dedique a conhecer idiomas somente lendo, ouvindo e pronunciando letras de músicas... É claro que não substitui um bom professor, mas não ficam lamentando de não terem tempo para ir a um curso;
  • Conviver com pessoas a quem creditamos boa referência sobre determinado assunto também é uma excelente e barata fonte de aprendizado;
  • Ler bons blogs (espero que este seja um deles...rsrsrsr);
  • Seguir bons autores no Facebook, Twitter, Youtube, etc. Há muita gente interessada em compartilhar aprendizados na rede ao invés de ficar postando fotos da vizinha lavando roupa, por exemplo;
  • Seja voluntário para ensinar algo que domina, por exemplo: se sabe usar, mesmo que basicamente o computador, acredite: há milhares de jovens e adultos que não faz a menor ideia de como ligar um. Sabe escrever corretamente? Voluntarie-se para ensinar jovens em apresentação de entrevista para emprego, por exemplo. Há muita gente precisando de você e verá que sua lamentação na verdade é muito pouco diante da escassez de tantos outros ao seu redor.

Agora é contigo: de qual lado você está? Deixe seus comentários para compartilhar conosco, o que e como está fazendo para o seu próprio desenvolvimento.


Forte abraço!