Anoto neste blog, dicas, mensagens e aprendizados que tenho colhido no caminho convivendo com profissionais, alunos, amigos, seja no cotidiano corporativo, salas de aula ou em simples conversas. São anotações que estes meus mentores e amigos me proporcionam inspiração para escrevê-las... . Espero que lhes sejam úteis! Fique à vontade para deixar seus comentários nos posts e contribuir com os registros, enriquecendo-os com a sua experiência de vida. Rodrigo Corrêa Leite
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terça-feira, 7 de junho de 2016
Lançamento do Livro "O Poder da Escutatória"
Olá!
Durante minha caminhada como professor e na gestão de equipes, percebi que no assunto Liderança há uma habilidade fundamental que, em muitas vezes, é mal exercida ou negligenciada por gestores, pais, professores das mais diversas especialidades, a habilidade de trabalhar com Feedbacks.
Passei a pesquisar intensamente este tema. Debrucei-me a investigar e conhecer técnicas, modelos, métodos, conceitos, observar todo tipo de práticas e coletar contextos que mostrassem as facetas desta habilidade de comunicação.
Inclusive este blog foi criado para alimentar essa pesquisa. A cada post, recebi comentários, e-mails, mensagens de alunos, colegas, seguidores e visitantes do blog, relatando suas dúvidas, desabafos, boas práticas e resultados indicando que o tema tem alta relevância e necessidade de ser posto em evidência.
Aos poucos percebi que as melhores práticas de feedback, ou seja, as que apresentam os melhores resultados, são as precedidas por uma atenta e cuidadosa escuta. Que os melhores líderes em feedback sabem ouvir melhor do que falar, preferem ficar mais atentos para posicionarem-se na hora e do jeito certos.
Inspirado em uma declaração de Rubem Alves, que anunciou que um curso que ajudasse as pessoas a aprender a escutar seria muito mais útil do que os que ensinam a arte da oratória. Consolidei tudo isso em uma obra que traz reflexões e demonstra como fazer para tratar feedback de forma genuína, criativa e, acima de tudo, útil a quem recebe e satisfatório a quem o oferece. Mostro que um feedback pode ser um valioso presente que se bem preparado e entregue, pode trazer resultados interessantes.
Assim, nasce meu livro "O Poder da Escutatória". Nele, o leitor encontrará um conjunto de inquietações e perguntas que o ajudarão a analisar sua postura como líder, seja em casa, no trabalho ou mesmo comunidade. Em seguida, pode conhecer como fazer para dar e receber feedbacks, podendo interpretar melhor as mensagens nele contidas, tanto para quem oferece, quanto para quem recebe.
Espero contribuir às discussões para juntos encontrarmos caminhos maduros e sólidos que tragam melhores resultados sobre a prática da escuta apoiando o feedback. Meu objetivo é oferecer a líderes, pais, professores e profissionais um recurso de pesquisa e, jamais esgotar o assunto, agindo como um elemento de possa estimular a encontrar as peças do quebra-cabeça que é o relacionamento humano.
Escutatória, a escuta antes da oratória. Escutar mais e melhor para depois falar. Perceber e interpretar os sinais na comunicação para tomar decisões mais conscientes e que fortalecem relações duradouras.
E, se tudo isso faz sentido a você, fique à vontade para participar deste trabalho, enviando suas mensagens no blog, e-mails ou pelas redes sociais, para que juntos possamos aprender ainda mais sobre o feedback baseado na bondade e na relação que realmente importa. Ficarei muito feliz em receber tuas contribuições.
Um forte abraço!
Clique aqui para comprar o seu exemplar.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Qual nota você daria à sua escuta?
Olá!
É com os sentidos que nos conectamos com o mundo exterior. E é através dos sentidos que completamos nossa conexão com as pessoas. Acredito que os sentidos são como antenas que nos permitem dar sinais de vida, recebê-los de volta e interpretá-los.
Exercendo minha gratidão em poder utilizar plenamente os sentidos e poder perceber a importância destes em minha vida, debrucei-me a pesquisar sobre a "Escuta" e pude descobrir, que é através dela, que a sensibilidade invade nossos corações. A escuta verdadeira permite-nos sentir o mundo e as pessoas.
Ao realizarmos uma dedicada e gentil escuta, podemos estabelecer vínculos, ligar alma e corações, fazer vibrar o senso de pertencimento, de ser parte integrante do todo.
Acontece é que esquecemos disso e passamos a falar muito mais do que escutar. Nosso ego, numa tentativa imatura deseja continuar mantendo a sensação de pertencimento, como se fosse uma droga que entorpece e vicia e, faz com que queiramos ser ouvidos por muito mais tempo do que merecemos. E isso, acaba reduzindo a oportunidade do outro em ter o seu momento de expressão.
Quem fala mais do que escuta, rouba tempo e conexão de vida do outro!
Ao permitirmos a escuta plena, colocamos o outro na cena da vida. Damos a outra pessoa a oportunidade de conectar-se e de sentir-se parte da energia que é compartilhada.
Escutar é um verbo muito interessante, pois também pode ser uma metáfora do sentir. Lembre-se de que muitos tem ouvidos perfeitos mas não escutam. E como dizia o mestre Rubem Alves:
"É na escuta que o amor começa,
e é na não escuta que ele termina"
Pense nisso, assista atentamente o breve vídeo abaixo e avalie qual nota você daria à sua escuta. Será que é grato por escutar? Lembre-se de que nem sempre escutamos somente com os ouvidos.
No meu livro "O Poder da Escutatória", você encontrará algumas reflexões interessantes sobre como pais, gestores, professores e colegas podemos utilizar a energia da escuta como criadora de laços genuínos e duradouros.
Forte abraço!
Compre o Livro O Poder da Escutatória em: http://www.livrariacultura.com.br/p/o-poder-da-escutatoria-46287756
domingo, 5 de abril de 2015
Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça!
Olá!
Aproveitei este trecho de um dos Evangelhos como título deste post.
Esta sábia composição de palavras proferida pelo Mestre dos mestres, a cada dia torna-se mais relevante.
Nesta minha caminhada, em meio a equipes e postulantes a líderes, tenho encontrado vários desafios. Contudo, nenhum é mais frequente que a inabilidade de escuta das pessoas. A ansiedade, os atropelos, o pensamento acelerado a cada dia aumentam a distância entre os corações. Cada um quer ser ouvido, mas poucos dedicam-se a realmente escutar.
Vivendo em um clima onde a necessidade de dizer, de ser visto, de ser percebido, passa a ser a tônica dos relacionamentos, passamos pelo jardim sem admirar as flores. Quilômetros separam almas nas mesas de jantar, nos ambientes de trabalho, nos bancos da praça. Pessoas que tem muito a dizer, mas pouco a escutar habitam no mesmo ambiente sem serem vistas.
Ambientes familiares e corporativos transformados em verdadeiros abismos onde a fala tem prioridade ou onde a tela do celular possui a preferência na comunicação.
Já percebeu como é difícil de relacionar-se com quem fala muito e ouve pouco?
Pessoas que despejam argumentos, inundam o ambiente de prosas e convicções, mas que muito raramente investem tempo para prestar atenção nos assuntos ao redor. Pessoas assim até fingem que te ouvem, mas no primeiro momento em que você pára para respirar, assumem o controle e já começam um novo assunto.
Tenho aprendido que não passam de pobres almas inseguras que buscam autoafirmação. Falam, falam e falam imaginando ser pela voz a chave da conquista, do reconhecimento e do merecimento. Preferem cobrir o espaço com a sua opinião e suas verdades, em vez de descobrir novos mundos, de desbravar outros pontos de vista, de debater e aprender novos caminhos.
Tenho aprendido que alguns não estão prontos para o caminho e, a estes só resta-nos entregar-lhes o silêncio na expectativa de que um dia percebam que há flores no jardim.
O querido professor Rubem Alves um dia escreveu:
"...é na escuta que o amor começa e é na falta de escuta que ele termina.
A gente não se apaixona por quem fala bonito.
Apaixonamo-nos por quem escuta bonito...".
E como isso faz sentido! Como é gostoso conviver com quem sabe escutar paciente e atenciosamente. Como é prazeroso estar com quem ouve bonito. Pessoas queridas, que sabem como poucos como cultivar laços duradouros. Sabem que a chave para conectar almas está na escuta dos sons do coração do outro.
Somado a tudo isso, um dia, o grande Mestre disse, "quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça". Confesso que é um exercício duro e diário, que requer disciplina e força de vontade. A tentação de falar mais do que ouvir é grande, mas os ganhos, para mim, tem sido muito valiosos.
Ao praticar escutar mais, tenho aprendido a ler os sinais que antes não percebia. Tenho desvendado segredos que antes passavam na minha frente sem vê-los. Tenho recebido muito mais do que antes pensava; conquistado muito mais do que imaginava. Descobri que se a escuta é rasa, o discurso é de superfície. Tenho aprendido que profundidade de fala só vem com intensidade de escuta.
Então, quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça!
Gente chata só sabe falar e discursar. Tem até boa fala, mas péssima escuta. Interesse zero no outro, mas nota dez em chatice. Sabichões que devaneiam conceitos, sem dar espaço para conectarem-se aos corações dos outros. Ficam esperando só uma oportunidade para inundar área com retalhos de informações e verdades que proferem sem sentir ou viver.
Quer aprender um exercício de liderança? Escute mais!
Escute seus filhos. Há mensagens que eles não dizem, mas que esperam que você as descubra.
Escute quem convive contigo. Há ansiedades e dúvidas que seriam curadas logo de início, bastaria um movimento de seu interesse em ouví-las.
Escute as pessoas que trabalham contigo. Você se surpreenderá com as possibilidades de solução que os outros tem à disposição e que você poderia ter usado se tivesse tido a humildade de reconhecer que não sabe de tudo.
Tudo isso a vida tem me ensinado. E, ao escolher trilhar este caminho, o da escuta, consegui compor um método simples e altamente eficaz, o qual publiquei em meu primeiro livro. Onde ao colocar a escuta antes da fala, descobre-se que há vida do outro lado da mesa.
E, se isto faz sentido para você, te agradeço por ter me ouvido até aqui e convido-te a compartilhar seus aprendizados. Criemos juntos uma rede de "escutadores" que preferem ser "aprendentes" em vez de "ensinantes".
Mestres inesquecíveis, ótimos autores, sábios professores tem apontado este caminho, onde escutar antes de falar é um bom exercício de respeito, gratidão e de dar valor ao outro como instrumento do seu aprendizado.
Pense nisso!
Forte abraço!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
A ocasião não faz o ladrão. Ela o revela!
Olá!
Creio que você conheça o dito popular: "A ocasião faz o ladrão". Nesta minha caminhada tendo a Educação como missão e o mundo corporativo como ambiente, tenho aprendido que este ditado está incorreto. Pensando nisso e tendo alguns autores inspiradores por perto, me veio uma outra versão e percebo que é mais adequada:
"A ocasião não faz o ladrão,
ela apenas o revela"
Sim, tenho aprendido que há muitas pessoas que são expostas às mais diversas ocasiões para cometerem ilícitos, contudo jamais o fazem, ao mesmo tempo, para outros a máscara simplesmente cai.
Neste momento, vem à cabeça a importante missão dos pais, pois é destes, o papel da Educação. A formação familiar é, sem dúvida alguma, o bastião do caráter, do comportamento, da prática honesta e verdadeira dos valores. Infelizmente, muitos pais confundem este papel e o delegam 100% para a escola, ou outros meios, como o único local revelador e formador. À escola cabe o ensino, a aprendizagem, a convivência e o preparo social, quanto que à família destaca-se o poder de educar.
A ocasião simplesmente o revela, pois a formação já o fez. Já o moldou com o caráter e personalidade. Por este motivo, reforço o importante papel que a liderança possui ao ser o agente propulsor desta importante revelação.
Líder, aprender a descobrir os revelados talentos em sua equipe, pode ser um importante desafio. Revelar o poder de criação de cada integrante de seu time. Fortalecer e lapidar o que cada um tem de melhor. Maravilhar-se com a imperfeição humana e permitir a sinceridade como prática diária. Pode ser este um caminho interessante a seguir.
Proponha ocasiões para revelações e conheça profundamente o que moldou as pessoas que convivem contigo. Participe e interaja a ponto de interessar-se pela alma e não somente pela competência. Seja você, líder, o agente revelador.
Revelando o que está oculto, conhecendo-se o que está subscrito, dando luz ao que não foi dito. É simples assim, interessando-se por gente!
Pode ser que não goste do que irá descobrir, mas só o fato de descobrir a verdade já é um fato positivo. Porém, pode ser que a descoberta seja tão intensa e verdadeira que lhe mostrará os resultados que tanto busca.
Pense nisso!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Os Influenciadores-Realizadores
Olá!
Analise a citação abaixo:
"Há dois tipos de pessoas que não interessam à boa empresa:
as que não fazem o que se manda e as que só fazem o que se manda."
(Henry Ford)
Atuando como gestor e com gestores de equipes a cada dia tenho aprendido que há uma sabedoria verdadeira nesta citação: que no equilíbrio pode estar a resposta. Optar pelos extremos de nunca ou sempre, pode trazer consequências indesejáveis.
Compor uma equipe com pessoas que não ouvem direcionamentos pode ser uma insensatez arriscada. Digo isto, mesmo sendo um defensor de ambientes que permitem a livre exposição de ideias e posicionamentos. Acredito que um time deve ter em seus membros, a responsabilidade compartilhada, onde cada divergência venha acompanhada de sua proposta de solução, de menor custo e mais vantajosa para o coletivo, e não somente para o individual.
Ao mesmo tempo é irresponsável formar uma equipe somente como executores sem opinião própria, sem posicionamento definido. Equipes com esta configuração, em geral, têm no comando uma chefia centralizadora e imatura, que não aceita ser contrariada e que, mimada, prefere os que dizem "amém" às suas ordens.
Tenho visto que o melhor perfil é o dos que chamo: "Influenciadores-Realizadores".
Precisamos de pessoas que saibam argumentar, saibam divergir inteligentemente, saibam propor alternativas diferentes das atuais, pois como dito por Eisntein, "insanidade é querer atingir resultados diferentes, fazendo a mesma coisa". A habilidade de influenciar, de expor, de negociar um ponto de vista é a cada dia mais valorizada. Ou seja, cresce-se pouco ao lado dos que aceitam tudo.
Valorizado também é fazer o que se diz. É preciso seguir um método, construir segundo uma orientação, um combinado. Conviver com pessoas que não fazem o que deve ser feito é como algemar-se entregando as chaves ao inimigo. Terrível é conviver com quem não cumpre o que promete, que não segue regras ou combinados.
"Influenciadores-Realizadores" ouvem atentamente a uma missão ou desafio apresentado, certificam-se de que possuem o máximo de informações sobre o caso, sabem fazer boas perguntas, argumentam e propõem alternativas coerentes, e ao formarem o entendimento equilibrado partem para a ação e o fazem muito bem.
Questionadores são bons? Prefiro os influenciadores. Os "faz de tudo" são bons? Prefiro os realizadores.
Ficar questionando tudo é ruim, pouco acrescenta, ao passo que sair fazendo tudo o que se manda também. Ao divergir de tudo e todos você se torna um chato reacionário. Fazer tudo o que mandam te forma um medíocre, que na média trabalha bem, mas não passa disso.
Perceba que no equilíbrio pode estar a resposta. Para influenciar é preciso saber ouvir, saber perguntar, saber argumentar. Para realizar é preciso seguir o planejado, adotar um método, praticar um direcionamento. Equilibrados apresentam maturidade profissional e emocional. São referências importantes na equipe e na organização, são membros de equipe valorizados e assediados no mercado.
É preciso ter disposição para aprender isso. Disciplina para ouvir, inteligência para perguntar, coragem para posicionar-se, vontade para fazer, responsabilidade para realizar. E tenho aprendido que isso é para poucos. Nem sempre o sapato, nem sempre o tênis, mas o calçado ideal para cada contexto.
Se você se define questionador ou faz tudo, ou mesmo ambos, respeito sua escolha mas preciso lhe dizer uma coisa: só não reclame do seu salário, pois você corre um risco de avaliarem que você ganha é muito!
Pense nisso!
domingo, 10 de agosto de 2014
O amor pelo trabalho
Olá!
Hoje, aqui no Brasil, comemoramos o dia dos pais. Deixando de lado todos os apelos comerciais que estas datas trazem consigo, há sim uma oportunidade para prestar homenagem a todos os que escolheram a paternidade no caminho.
Em meus cursos e palestras vez ou outra compartilho recortes de minha história, e um dos que mais me orgulho, é o que aprendi em uma conversa com meu pai. Um homem simples e muito honesto. Mecânico que nunca passou por perto dos bancos de faculdades, mas seu exemplo de esforço sempre nos inspirou.
Infelizmente, quando eu estava com 13 anos de idade, ironicamente um acidente de automóvel pôs um ponto final na sua caminhada. Mês passado, este infortúnio completou 25 anos. O que fez que minha mãe, uma mulher guerreira, comunicativa, hábil na arte de trabalhar incansavelmente em sua máquina de costura, seguir sozinha a caminhada de criar os filhos. E o fez de forma impecável.
Meu pai, que dentre varias manias e hábitos, tinha uma em especial que me chamou atenção. Eu, em minha pouca idade percebi que ele todos os dias ia trabalhar sempre de roupa social. Calça, camisa, sapato e penteado bem feito. Saía bem cedinho, beijava um por um dos filhos ainda na cama e partia para a sua oficina. No final do dia, retornava para casa novamente com as roupas limpas e bem arrumado.
Aquilo me intrigou e me fez perguntar a ele o motivo disto, pois em minha limitada experiência, não entendia porque ele já não saía vestido com seu macacão de mecânico de casa, pois pensei que seria o mais lógico a ser feito. Foi aí que meu pai deu um ensinamento de liderança que levo comigo e aqui registro neste espaço com meus amigos e amigas que acompanham meus textos.
- Filho, para o trabalho e para a família, você só pode mostrar o que é melhor seu! Por isso nunca posso aparecer sujo ou mal arrumado aqui, nem chegar assim no lugar onde trabalho.
Esta fala dele ecoa na minha memória até hoje. Sempre me emociono ao lembrar disso, que me traz muita felicidade em ter tido a oportunidade aprender com este exemplo tão perfeito e esclarecedor.
Por este motivo, aprendi a amar o meu trabalho, assim como amo minha família. Aprendi que trabalhar é algo bom, algo que enobrece e engrandece. Aprendi com meus pais que trabalhar não é um castigo e sim um presente, uma oportunidade de darmos o nosso melhor.
Aprendi que preciso chegar bem todos os dias no meu local de trabalho, que preciso mostrar o que é melhor em mim, pois é de lá que sai a minha vitória diária. Aprendi que preciso chegar em casa bem, animado, e também mostrar o que é melhor aos que me aguardam.
Sei que não é fácil. Sei que as dificuldades do dia-a-dia teimam em nos seguir, mas acredito que temos a escolha de permitir se elas entrarão conosco em casa ou no trabalho.
Hoje, aqui, rendo minhas homenagens ao meu saudoso pai. E aproveito para deixar registrado meu abraço a todos os pais que escolhem ser verdadeiros exemplos às suas famílias.
E, ofereço a flor da cerejeira como minha oferta. No Japão, chamada de Sakurá, ela é considerada como um dos símbolos nacionais, representa a fragilidade da vida. Pois, como fica pouco tempo florida, deixa a lição de aproveitar cada momento, já que o tempo passa rápido e a vida é curta.
Assim, aproveite cada momento. Se está com seu pai contigo, curta os aprendizados ao seu lado. Se há alguma desavença entre vocês, é hora de deixar isso de lado, pois rancor e ressentimento não são bons companheiros na caminhada. Se não está ou não o conheceu, seja então você o exemplo para teus filhos e para a sociedade. Faça o seu melhor como a flor da cerejeira, somente aceite ser a sua melhor versão!
Um forte abraço.
sábado, 31 de maio de 2014
Você sabe trabalhar sob pressão?
Olá!
O título deste post vez ou outra é também tópico investigado em entrevistas de emprego. E, posso afirmar que é sem dúvida, um assunto espinhoso, evitado por muitos. Algo como aquele prato em que poucos são apreciadores.
Tenho aprendido que não adianta torcer o nariz para a pressão, pois ela é um componente da vida. É uma das forças presentes na natureza e, portanto, ao lutar contra ela gasta-se muito mais energia do que aprendendo a conviver e a extrair dela o que nos seja útil.
Sim, há muita pressão ao nosso redor:
Alimentos são preparados sob pressão, pneus dos carros dependem de pressão para rodar com segurança, os níveis de pressão atmosférica também interferem na produção de alimentos, respiração humana, etc.
No trabalho também utilizamos a palavra pressão, dando significado à soma das expectativas, cumprimento de promessas, prazos, etc.
Quanto maior a expectativa de solução, maiores serão os níveis de pressão pelos resultados. Em geral, os níveis de pressão são inversamente proporcionais ao prazo desejado, ou seja, quanto menor o prazo que você tiver para realizar sua entrega, maior será a pressão para que seja realizada a tempo e com qualidade.
E, quanto mais competitivo for o mercado e área de negócios que você atuar, maiores os níveis de pressão e tensão por resultados melhores, em menor prazo, com os melhores custos. Ouve-se a cada dia: "fazer mais com menos". Pressão por resultados, por melhores condições de sobrevivência.
É fato que pressão está presente em nossas vidas, mas ela é sempre saudável?
Refletindo sobre esta pergunta, encontrei alguns elementos para provocar nossas discussões:
Há um velho ditado popular, em que dizemos: "A diferença entre o remédio e o veneno é a dose". Sim, pois mesmo o mais eficiente medicamento, pode se tornar uma arma em caso de superdosagem. Ou se consumido a menor do que o prescrito, reduz-se a eficácia do tratamento, ou seja, somente a dose certa, pesquisada, indicada por especialista pode ter os melhores resultados.
Tomando este raciocínio como base, creio que já ficou mais fácil de descobrir em qual nível de pressão devemos viver. Em meu Caminho tenho aprendido que está no equilíbrio das forças o segredo dos movimentos harmônicos, agradáveis e cheios de valor.
Um violão, por exemplo, depende do nível correto e equilibrado de tensão em suas cordas, e somente assim, consegue-se extrair dele as notas corretas no tom adequado. Para cada melodia, ambiente, músicos, há uma afinação ideal. Caso contrário, ou o som fica desagradável, mesmo para ouvidos destreinados, ou as cordas arrebentam, em caso de excesso de tensão. Bons músicos ensaiam frequentemente e buscam a melhor afinação, melhor fluidez, maior e melhor repertório em suas apresentações.
Novamente, o equilíbrio é o fator chave para a harmonia.
Acredito que precisamos de líderes que saibam agir como bons músicos, que zelam de seus instrumentos (equipe) e, que ensaiam (treinam) constantemente em como produzir com eles, as melhores melodias (resultados), com afinação perfeita (qualidade), gerando a melhor experiência em sua platéia (expectativas da empresa, acionistas, etc).
Neste caso, liderar poderia ser comparado a buscar o nível correto de tensão (pressão) a ser exercido a cada corda do seu violão. Para cada música a ser tocada, em cada corda, um nível diferente de tensão deve ser empregado. Assim pode ser na equipe, onde a liderança precisa conhecer diariamente, qual o nível de pressão pode colocar em cada componente, para conseguir a melhor performance, no melhor ambiente de trabalho.
Quantos de nós desistimos facilmente nas dificuldades?
Quantos que ao ganhar ou comprar um violão, por exemplo, entram em um curso, até começam a aprender tocar o instrumento, tiram as primeiras notas, as músicas mais básicas e simples. Mas quando vem a aula da "pestana" ou o "dedilhado", ou seja, posições mais difíceis e exigentes, logo as dificuldades colocam o velho violão na lista do "desapega"...
O mesmo acontece com chefes. Conheço muitos profissionais que ao serem promovidos, tempos depois caem na armadilha de deixar de ensaiar (treinar) novas músicas, pois receberam mais pressão, e com o tempo, devolvem intensidade errada de pressão para a equipe e esta, como um violão desafinado, produz muito aquém do que se espera... música ruim, repertório fraco, salão vazio, cantor desempregado... esse é o resultado.
Aproveitando um trecho da letra da música interpretada brilhantemente por Leila Pinheiro, escrita por Walter Franco, chamada "Serra do Luar", quero concluir este artigo, pois encontrei nela uma reflexão profunda sobre a forma de agir sob pressão:
"...Viver é afinar o instrumento (de dentro)
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
(...)
Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo..."
O que tenho aprendido é que procurar o equilíbrio emocional pode ser um bom começo. Pensar menos e agir mais, arriscar mais e reclamar menos, experimentar mais e fugir menos, aprender mais e desistir menos... Aos poucos equilibrar-se no caminho. Colocar energia na tentativa e aprendizado na caminhada.
Fugir da pressão? Jamais! Preciso dela para provar que consigo vencê-la.
Tenho certeza que não é nada fácil, mas, como um bom músico, não me canso de ensaiar todos os dias.
E agora, consegue viver sob pressão?
Abraços.
Link para a música Serra do Luar
sábado, 28 de dezembro de 2013
Os 3Rs da Liderança
Olá!
Quero compartilhar aqui, com a devida licença de um grande amigo, Cristiano Passarelli, que me presenteou em conversa que tivemos, com um insight-conceito muito legal.
Nesta conversa ele gentilmente sintetizou de forma simples e sábia, 3 elementos fundamentais para a formação de times de alta performance: os 3Rs.
Confesso que não sou adepto às siglas, mas neste caso, tenho que admitir que ficou bacana e de fácil memorização. Vamos aos significados:
Os 3Rs vêm de "Razão, Reconhecimento e Recompensa".
"R" da razão: escolhemos este "R" para ser o diretório dos motivos, do porquê, da causa! Parafraseando o filósofo Nietzsche "...quem tem um porquê, suporta qualquer como...". Ou seja, se sabemos o motivo e acreditamos nele, seguimos adiante com muito mais desenvoltura e vibração. Temos uma causa a seguir, a proteger, a valorizar e cuidar... Nesta minha caminhada peregrinando em aprender sobre liderança, tenho visto que equipes que conquistam os melhores resultados, quando questionadas sobre qual a receita do sucesso, invariavelmente conseguem repetir em uníssono o motivo principal, a causa a qual estão ligados. Em geral, membros destas equipes são muito mais felizes e satisfeitos.
"R" do reconhecimento: para este "R", segmentamos os conceitos acerca do importante papel da gratidão na liderança. Vale mencionar que digo liderança e não somente o líder, ou seja, todos devem executar este "R", não precisa ser somente o gestor do time, mas é claro que este inclusive! Reconhecer vem de "conhecer novamente", ou de "renovar o ato de saber sobre", ou para clarear mais, prefiro "eu sempre soube que você faria isso muito bem, obrigado!". Agradecer é uma atitude nobre e básica, contudo muitos a evitam, erroneamente. Conheci muitos que esperam o final do ano para agradecer o empenho de suas equipes, ou que pronunciam absurdos do tipo "melhor não agradecer para a pessoa não ficar se achando...". Reconhecer é dar feedback de que está indo tudo certo, de que todo o esforço está valendo à pena. Se ainda há alguma dúvida, vou deixar uma frase que encontrei em minha caminhada: "Agradeça às pessoas sempre, pois elas não terão condições de ler a própria lápide".
"R" da recompensa: neste "R", dedicamos aos elementos do retorno econômico, financeiro e ganhos materiais que façam justiça ao esforço dispendido. São os itens necessários à parte humana, ou se preferir, fazem menção aos conceitos de Maslow sobre as necessidades. É função do líder, e neste caso, responsabilidade exclusiva de quem conduz a equipe, garantir que as recompensas sejam realizadas com justiça. Gestor que não luta por aumento de salário aos membros de sua equipe, não merece conduzí-la. Líder deve estar sempre atento às necessidades de cada membro da equipe. Cada um tem diferentes desejos e apreciará muito em tê-los conquistado. Cada um quer sim, conquistar seu território pessoal com o suor de seu rosto. Cabe ao líder ficar com atenção redobrada quanto a isso. Dinheiro não mantém pessoas no time, mas critérios justos de recompensa, sim.
Percebi que em uma receita simples e farta de significados, os 3Rs podem ajudar a fortificar as bases de um time de alta performance. Importante lembrar que outros elementos como conduta, exemplo, resultados, dentre outros, também incrementam este artigo, mas acredito que há um grande Valor em saber praticar os 3Rs.
Aproveitando a sábia frase do prof. Mario Sergio Cortella, em que "...um bom ensinante, deve ser antes de tudo, um grande aprendente", sou um apreciador de boas prosas. Acredito que aprendo muito com elas. E nesta, agradeço a oportunidade de aprender e poder compartilhar aqui, o que em uma conversa vimos significado para a liderança. Valeu Cristiano pela inspiração!!
Forte abraço!
Quero compartilhar aqui, com a devida licença de um grande amigo, Cristiano Passarelli, que me presenteou em conversa que tivemos, com um insight-conceito muito legal.Nesta conversa ele gentilmente sintetizou de forma simples e sábia, 3 elementos fundamentais para a formação de times de alta performance: os 3Rs.
Confesso que não sou adepto às siglas, mas neste caso, tenho que admitir que ficou bacana e de fácil memorização. Vamos aos significados:
Os 3Rs vêm de "Razão, Reconhecimento e Recompensa".
"R" da razão: escolhemos este "R" para ser o diretório dos motivos, do porquê, da causa! Parafraseando o filósofo Nietzsche "...quem tem um porquê, suporta qualquer como...". Ou seja, se sabemos o motivo e acreditamos nele, seguimos adiante com muito mais desenvoltura e vibração. Temos uma causa a seguir, a proteger, a valorizar e cuidar... Nesta minha caminhada peregrinando em aprender sobre liderança, tenho visto que equipes que conquistam os melhores resultados, quando questionadas sobre qual a receita do sucesso, invariavelmente conseguem repetir em uníssono o motivo principal, a causa a qual estão ligados. Em geral, membros destas equipes são muito mais felizes e satisfeitos.
"R" do reconhecimento: para este "R", segmentamos os conceitos acerca do importante papel da gratidão na liderança. Vale mencionar que digo liderança e não somente o líder, ou seja, todos devem executar este "R", não precisa ser somente o gestor do time, mas é claro que este inclusive! Reconhecer vem de "conhecer novamente", ou de "renovar o ato de saber sobre", ou para clarear mais, prefiro "eu sempre soube que você faria isso muito bem, obrigado!". Agradecer é uma atitude nobre e básica, contudo muitos a evitam, erroneamente. Conheci muitos que esperam o final do ano para agradecer o empenho de suas equipes, ou que pronunciam absurdos do tipo "melhor não agradecer para a pessoa não ficar se achando...". Reconhecer é dar feedback de que está indo tudo certo, de que todo o esforço está valendo à pena. Se ainda há alguma dúvida, vou deixar uma frase que encontrei em minha caminhada: "Agradeça às pessoas sempre, pois elas não terão condições de ler a própria lápide".
"R" da recompensa: neste "R", dedicamos aos elementos do retorno econômico, financeiro e ganhos materiais que façam justiça ao esforço dispendido. São os itens necessários à parte humana, ou se preferir, fazem menção aos conceitos de Maslow sobre as necessidades. É função do líder, e neste caso, responsabilidade exclusiva de quem conduz a equipe, garantir que as recompensas sejam realizadas com justiça. Gestor que não luta por aumento de salário aos membros de sua equipe, não merece conduzí-la. Líder deve estar sempre atento às necessidades de cada membro da equipe. Cada um tem diferentes desejos e apreciará muito em tê-los conquistado. Cada um quer sim, conquistar seu território pessoal com o suor de seu rosto. Cabe ao líder ficar com atenção redobrada quanto a isso. Dinheiro não mantém pessoas no time, mas critérios justos de recompensa, sim.
Percebi que em uma receita simples e farta de significados, os 3Rs podem ajudar a fortificar as bases de um time de alta performance. Importante lembrar que outros elementos como conduta, exemplo, resultados, dentre outros, também incrementam este artigo, mas acredito que há um grande Valor em saber praticar os 3Rs.
Aproveitando a sábia frase do prof. Mario Sergio Cortella, em que "...um bom ensinante, deve ser antes de tudo, um grande aprendente", sou um apreciador de boas prosas. Acredito que aprendo muito com elas. E nesta, agradeço a oportunidade de aprender e poder compartilhar aqui, o que em uma conversa vimos significado para a liderança. Valeu Cristiano pela inspiração!!
Forte abraço!
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Vítima ou Protagonista?
Olá!
Qual a sua postura? Vítima ou Protagonista?
Pense um pouco antes de continuar lendo este post...
Ainda não tem certeza?
Vamos ao exemplo:
Um vendedor com postura de vítima, se você perguntar a ele:
- Fulano, você tem batido suas metas? Ele lhe responderá:
- Não! Infelizmente não!
Se você insistir e perguntar o porquê, ele provavelmente lhe dará a seguinte resposta:
- Ah... Então... acontece o seguinte: não está correndo dinheiro no mercado... as pessoas não estão comprando... além disso, o nosso governo não ajuda, só dificulta a vida dos trabalhadores... há também o fato de que a safra não foi como esperada, sem contar o tsunami que arrasou parte do Japão...
E, por aí vai!
Um vendedor, com postura de protagonista, lhe responderá mais ou menos assim:
- Não bati minhas metas, porque de alguma forma EU não acompanhei. Acho que me concentrei em alguns fatores e me esqueci de outros e estes, foram os mais importantes... Talvez se EU estivesse mais atento aos movimentos do mercado, da economia, mas... não planejei direito, e... não bati minhas metas. Mas já aprendi como fazer e ficarei mais atento da próxima vez...
Conseguiu perceber a diferença na postura? Aquele com postura de Vítima, prefere sair de cena e colocar a culpa em alguém. Nunca tem a ver com o problema, sempre está sendo vítima das situações, dos acontecimentos... Pessoas com postura de vítima adoram encontrar culpados, sentem-se aliviadas ao culpar o governo, o clima, os pais, os filhos... Facilmente encontramos pessoas com postura de vítima.
Aquele com postura de Protagonista, ASSUME a responsabilidade! Veja que não se trata de culpa e sim de responsabilidade. Pessoas com postura protagonista, sabem que são parte da solução ou do problema e preferem estar em campo ao invés de ficar na arquibancada, criticando, arranjando desculpas...
Costumo dizer que:
"Quem quer, dá um jeito, quem não quer, arruma uma desculpa!"
Aos com postura de vítima, registro aqui uma genial frase de Mahatma Gandhi:
"Seja VOCÊ, a mudança que quer ver no mundo!"
E se ao invés de ficar reclamando, você ajudasse a mudar o que precisa ser mudado? Se ao invés de culpar a empresa, teu chefe, teus pais, teus filhos... você agisse e fizesse algo para mudar a situação? Por que você prefere reclamar ao invés de arregaçar as mangas e ajudar a construir a mudança que tanto postula?
Conheço pessoas que reclamam que deixaram de estudar por causa dos filhos. Quando ouço isso, lamento, mas não me furto de dizer: "a vida é feita de escolhas". Não culpe seus filhos das escolhas que VOCÊ fez em algum momento de sua vida. Pois, a cada escolha há uma renúncia... Escolhemos algo, renunciamos a algo... Mas nós e somente nós somos os responsáveis por nossas escolhas.
Então pare de culpar os outros!
Seja você a mudança que quer ver no mundo! Quer mais educação? Compartilhe mais o que sabe. Quer mais saúde? Seja exemplo de bons hábitos... Ninguém dá o que não tem, portanto, também não recebe o que não merece!
Não quer mais estudar? Então pare de reclamar do salário! Simples assim!
Agora eu te pergunto: você é vítima ou protagonista?
Forte abraço!
domingo, 5 de maio de 2013
Quer aprender a prever o futuro?
Olá!

"Muito se fala sobre prever o futuro. Há alunos que treinam e há os que não treinam. Assim fica fácil prever o que vai acontecer..."
(Kishikawa Sensei)
Ao analisarmos esta citação poderemos encontrar muitos ensinamentos e reflexões acerca de nossa vida pessoal e profissional.
Vemos que há um interesse das pessoas pelo futuro: aspirações de final de ano, pedidos diante do bolo de aniversário, preces no templo, planos estratégicos no trabalho, análises de dados... mas pouco disso adianta se nossa real intenção não vier acompanhada de verdadeira ação.
É comum ouvirmos muito mais as desculpas do que os feitos. As pessoas esperam por realizações instantâneas, por conquistas que venham fácil, sem muito esforço ou atenção. Esquecem-se que não aprenderam a andar em um só dia. Que o aprendizado é um contínuo esforço do corpo, da mente, do espírito...
Nas empresas, vemos gestores imaturos que querem mudanças na equipe mas que oferecem pouca compaixão ou respeito com o tempo de cada um. Chefes que agem como crianças mimadas acreditando que são perfeitos e que somente a equipe precisa mudar. Pouco treinam a sua habilidade de comunicação, de influência pessoal para moldar sua equipe, de engajar seu time aos resultados.
"...há os que treinam e há os que não treinam...", concordo plenamente que assim fica fácil prever o futuro!
Os que se preparam, que agem para a mudança necessária, os que focam e perseguem o objetivo até o fim, fatalmente virão ladeados da sorte... Há quem pense que as conquistas daqueles que treinam, que estudam, são obra da sorte. Ledo engano!
Aos que não treinam, resta-lhes assistir a vitória dos que se prepararam e, é claro, arranjar novas desculpas por não ter conseguido novamente aprender algo novo, atingir a meta, conquistar o objetivo.
Penso que quem sabe, o gênio da lâmpada um dia apareça e lhes realize os desejos...!
Entenda treino como tudo o que pode lhe levar rumo ao seu objetivo: aprender um novo idioma, concluir sua faculdade, fazer a tarefa do dia, melhorar sua condição física ou emocional, etc.
Sendo assim, prefiro o treino, o estudo, o aprimoramento constante. Sei que muitas vezes cansa, dói, machuca, marca, mas como diz o treinador Nuno Cobra: "é preciso chegar ao cérebro pelo músculo e ao espírito pelo corpo".
Pare de dar desculpas e mova-se! Comece a agir para também poder prever o seu futuro. Contudo, se mesmo assim ainda escolher ficar sem treinar, então pare de reclamar do salário!
Domo arigatogozaimashitá (muito obrigado) Kishikawa Sensei pelo ensinamento.
Mãos em prece.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Shin_Hagakure:_Pensamentos_de_um_Samurai_Moderno
http://www.niten.org.br/shinhagakure/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nuno_Cobra
sexta-feira, 22 de março de 2013
O Estilo Democrático
Olá!
Fechando a série de posts sobre os estilos de liderança, anotei aqui, o que tenho aprendido no caminho com os do Estilo Democrático.
A origem da palavra "democracia", pode nos ajudar a explorar bem este estilo: vem do grego demos, "povo" e kratos, "autoridade", ou seja, governo do povo, do grupo...
O estilo democrático é aquele que traz os maiores traços de trabalho em equipe, cooperação e colaboração. Já vi muitos entrevistadores ficarem felizes ao identificarem traços do líder democrático em candidatos durante dinâmicas de grupo. E, realmente este estilo mostra um aspecto muito importante da liderança, o de facilitar a comunicação do grupo.
Bons ouvintes, facilmente cativam os demais integrantes. O grupo passa a ser o centro o núcleo dos objetivos... E é exatamente aí neste detalhe que mora o lado sombra deste estilo. Ao enganar-se na dose de escuta e de interação com o grupo, já vi muitos democráticos conquistarem resultados medíocres, apesar de serem muito bem avaliados pelo grupo.
Ocorre que o estilo democrático carrega consigo uma maldição: se o líder não tiver coragem para escolhas difíceis, o grupo torna-se lento e burocrático, pois ao buscar o consenso, que nem sempre vem facilmente, as decisões ficam "travadas" e, isso pode custar os resultados.
Assim, líder com excesso de estilo democrático, em geral, tem dificuldades de tomar decisões, o que o torna lento e confuso. Com o tempo, esta confusão pode rachar a equipe e trazer mais e mais divergências.
Se você identificou-se neste estilo, uma dica que aprendi é cercar-se das informações para, se preciso, decidir pelo grupo e para o grupo; ação que o estilo autocrático sabe praticar sem peso na consciência. Lembre-se de que coragem não é ausência de medo. O problema é o medo que paralisa, que bloqueia as decisões e, em se tratando de liderança, isso pode ser fatal.
Permita que o grupo participe, sempre! Ouça a todo atentamente! Comunique-se com perfeição, e tome as decisões. Cuidado com o consenso, pois nem sempre ele é o mais sábio conselheiro!
Forte abraço!
Fechando a série de posts sobre os estilos de liderança, anotei aqui, o que tenho aprendido no caminho com os do Estilo Democrático.
A origem da palavra "democracia", pode nos ajudar a explorar bem este estilo: vem do grego demos, "povo" e kratos, "autoridade", ou seja, governo do povo, do grupo...
O estilo democrático é aquele que traz os maiores traços de trabalho em equipe, cooperação e colaboração. Já vi muitos entrevistadores ficarem felizes ao identificarem traços do líder democrático em candidatos durante dinâmicas de grupo. E, realmente este estilo mostra um aspecto muito importante da liderança, o de facilitar a comunicação do grupo.
Bons ouvintes, facilmente cativam os demais integrantes. O grupo passa a ser o centro o núcleo dos objetivos... E é exatamente aí neste detalhe que mora o lado sombra deste estilo. Ao enganar-se na dose de escuta e de interação com o grupo, já vi muitos democráticos conquistarem resultados medíocres, apesar de serem muito bem avaliados pelo grupo.
Ocorre que o estilo democrático carrega consigo uma maldição: se o líder não tiver coragem para escolhas difíceis, o grupo torna-se lento e burocrático, pois ao buscar o consenso, que nem sempre vem facilmente, as decisões ficam "travadas" e, isso pode custar os resultados.
Assim, líder com excesso de estilo democrático, em geral, tem dificuldades de tomar decisões, o que o torna lento e confuso. Com o tempo, esta confusão pode rachar a equipe e trazer mais e mais divergências.
Se você identificou-se neste estilo, uma dica que aprendi é cercar-se das informações para, se preciso, decidir pelo grupo e para o grupo; ação que o estilo autocrático sabe praticar sem peso na consciência. Lembre-se de que coragem não é ausência de medo. O problema é o medo que paralisa, que bloqueia as decisões e, em se tratando de liderança, isso pode ser fatal.
Permita que o grupo participe, sempre! Ouça a todo atentamente! Comunique-se com perfeição, e tome as decisões. Cuidado com o consenso, pois nem sempre ele é o mais sábio conselheiro!
Forte abraço!
segunda-feira, 4 de março de 2013
O estilo Liberal
Olá!
Em sequência ao post sobre Estilos de Liderança, anotei aqui o que tenho aprendido no caminho, com os líderes que possuem estilo que costumo chamar de "Liberal".
Ao buscar significado da palavra, encontraremos conceitos como "favorável à liberdade", ou "que respeita a liberdade de opinião".
Em tratando-se de liderança, certamente identificaremos qualidades essenciais que os melhores líderes devem apresentar. A sensação de estar em uma equipe em que se é livre para expor suas ideias, ou para apresentar sua opinião, sem medo de perseguições ou críticas da chefia, pode ser visão tentadora, principalmente aos que convivem com os líderes de estilo autocrático.
Contudo há um lado sombra no estilo liberal.
Tendo em mente que o risco está sempre na dose aplicada pelo portador do estilo, podemos encontrar líderes liberais que apresentam baixa performance na gestão de equipes, ao exagerar na dose. Assim como a falta de liberdade de expressão gera o desconforto nas pessoas, o excesso dela pode trazer danos sérios ao time.
Como os liberais prezam muito mais pela decisão do outro, costumam interferir pouco nas ações do grupo. Assim, o grupo passa agir deliberadamente. A autonomia pode ser confundida por alguns membros, e surgem os conhecidos "folgados" na equipe.
Estes folgados, aproveitam-se do excesso de liberdade demonstrado pela liderança e passam a explorar o ambiente e a seus colegas. Ocupam espaço também os dominadores de opinião, que revelam-se a induzir os membros menos ativos a agir segundo seus comandos.
Assim é uma equipe com excesso de liderança liberal: outros comandam, exceto quem deveria! Uns comandam por omissão e outros por exploração. E assim a equipe vai, geralmente à deriva, seguindo resultados medianos ou medíocres. Conheci liberais que costumam culpar a equipe pelo baixo resultado obtido.
Muito importante prover a liberdade, mas compete à liderança garantir a ordem, o foco, a disciplina para concluir e manter o espírito realizador da equipe.
Lembre-se de que não há certo ou errado. Há o ideal para cada contexto. Precisamos do estilo liberal para deixar com que as ideias surjam, que as propostas sejam apresentadas sem medo, que as pessoas possam falar e expor suas opiniões para ajudar a construir a solução. Contudo, cabe aos portadores do estilo liberal, buscar o equilibrio entre "delargar" e "delegar". Saiba que ao delegar, empossa-se certa dose de responsabilidade pela execução, mas continuaremos sempre responsáveis pelo resultado.
Se você se viu neste estilo, aqui vai uma dica: continue permitindo que as pessoas sejam elas mesmas, mas lembre-se de que, em se tratando na liderança: assuma a responsabilidade!
Forte abraço.
Em sequência ao post sobre Estilos de Liderança, anotei aqui o que tenho aprendido no caminho, com os líderes que possuem estilo que costumo chamar de "Liberal".
Ao buscar significado da palavra, encontraremos conceitos como "favorável à liberdade", ou "que respeita a liberdade de opinião".
Em tratando-se de liderança, certamente identificaremos qualidades essenciais que os melhores líderes devem apresentar. A sensação de estar em uma equipe em que se é livre para expor suas ideias, ou para apresentar sua opinião, sem medo de perseguições ou críticas da chefia, pode ser visão tentadora, principalmente aos que convivem com os líderes de estilo autocrático.
Contudo há um lado sombra no estilo liberal.
Tendo em mente que o risco está sempre na dose aplicada pelo portador do estilo, podemos encontrar líderes liberais que apresentam baixa performance na gestão de equipes, ao exagerar na dose. Assim como a falta de liberdade de expressão gera o desconforto nas pessoas, o excesso dela pode trazer danos sérios ao time.
Como os liberais prezam muito mais pela decisão do outro, costumam interferir pouco nas ações do grupo. Assim, o grupo passa agir deliberadamente. A autonomia pode ser confundida por alguns membros, e surgem os conhecidos "folgados" na equipe.
Estes folgados, aproveitam-se do excesso de liberdade demonstrado pela liderança e passam a explorar o ambiente e a seus colegas. Ocupam espaço também os dominadores de opinião, que revelam-se a induzir os membros menos ativos a agir segundo seus comandos.
Assim é uma equipe com excesso de liderança liberal: outros comandam, exceto quem deveria! Uns comandam por omissão e outros por exploração. E assim a equipe vai, geralmente à deriva, seguindo resultados medianos ou medíocres. Conheci liberais que costumam culpar a equipe pelo baixo resultado obtido.
Muito importante prover a liberdade, mas compete à liderança garantir a ordem, o foco, a disciplina para concluir e manter o espírito realizador da equipe.
Lembre-se de que não há certo ou errado. Há o ideal para cada contexto. Precisamos do estilo liberal para deixar com que as ideias surjam, que as propostas sejam apresentadas sem medo, que as pessoas possam falar e expor suas opiniões para ajudar a construir a solução. Contudo, cabe aos portadores do estilo liberal, buscar o equilibrio entre "delargar" e "delegar". Saiba que ao delegar, empossa-se certa dose de responsabilidade pela execução, mas continuaremos sempre responsáveis pelo resultado.
Se você se viu neste estilo, aqui vai uma dica: continue permitindo que as pessoas sejam elas mesmas, mas lembre-se de que, em se tratando na liderança: assuma a responsabilidade!
Forte abraço.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Qual o seu estilo de liderança?
Olá!
Na travessia pelo caminho, preparando e trabalhando com lideranças, tenho encontrado pessoas com as mais diversas características emocionais que vão do autoritarismo ao completo desinteresse.
Pesquisas científicas apontam para os chamados "estilos" de liderança, inclusive relacionando-os aos impactos exercidos no clima da equipe e aos resultados obtidos.
Para facilitar, procuro agrupá-los em 3 estilos básicos. Isto ajuda em gerar instrumentos para simplificar as reflexões, análises que lhe conduzirão à descoberta sobre seu próprio "jeitão" e assim, conquistar mais harmonia com o ambiente, seja no meio corporativo ou familiar.
Os 3 estilos básicos:
Autocrático
|
Liberal
|
Democrático
|
Inclui comportamentos como:
Em geral tem até uma linguagem corporal específica:
|
|
|
Você já deve ter percebido que possui algumas características de algum dos estilos acima. Acredito também que tenha se lembrado de pessoas com quem trabalhou ou convive conforme avançou na leitura.
Mas qual está certo? Qual está errado? Qual o melhor?
Depende!!... Afirmo que não há certo ou errado. Há o seu estilo!
Costumo dizer que cada estilo tem seu lado luz e seu lado sombra.
Então como extrair o melhor do seu estilo predominante? Tratarei este tema em outras postagens.
Aqui vai uma dica simples e muito fácil, usando um ditado popular:
"...a diferença entre o remédio e o veneno é a dose!".
Ou seja, falhamos no excesso ou na falta. São nos extremos que moram os erros. Exagerar ou nada ter destes estilos tem sido a pior receita para quem quer liderar e inspirar equipes.
Então, reflita sobre como você está agindo e pare de ficar observando e criticando seu chefe ou os outros. Comece a identificar os pontos de exagero ou de falta que você comete. Ser excessivamente autoritário é tão ruim quanto ser muito democrático ou liberal também o é.
Pense nisso!
Se quiser conhecer mais sobre este assunto, leia também o artigo publicado na Harvard Business Review - Liderança que traz resultados.
Os meus posts abaixo também podem lhe ser úteis nesta caminhada:
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Uma nova forma de análise...
Olá!
Acreditando que o caminho é repleto de oportunidades para o aprendizado, tenho visto que aprender é o verbo de ação que impulsiona a caminhada. A cada dia, descobrimos algo novo no trajeto: circunstâncias, lugares, pessoas, sabores, experiências... Tenho aprendido que o conhecimento nos leva ao destino que desejamos chegar.
Através dos relacionamentos aprendemos que temos pontos de vista diferentes ao nosso redor. Vemos pessoas com as mais diferentes reações diante do mesmo assunto.
Conheci profissionais de vendas que detestam participar de cursos de vendas, pois acreditam já saber de tudo em suas atividades. Ao passo que há os que são audiência constante de cursos por defenderem a necessidade do contínuo aperfeiçoamento. Pode-se definir estes conceitos individuais como paradigmas.
Muito se fala sobre os paradigmas. Os chamados “gurus” da motivação incentivam a mudança através da quebra de paradigmas como o grande passo pessoal a ser dado por todos os profissionais. Mas será que é só isso?
Em meu caminho tenho aprendido que a quebra de velhos costumes somada à criação de novos tem maior eficácia. E é exatamente no limiar entre o velho e o novo que está o desafio, pois muitos sucumbem diante das dificuldades que viram meras promessas de final de ano. Tenho certeza que já ouviu frases do tipo:
“amanhã (semana, mês ou ano) que vem vou começar a (ou parar de...)...”.
Enquanto pronuncia esta frase apenas está na fase da promessa. O velho paradigma ainda é o mais forte, o dominante. Nada mudou, somente há uma bela intenção no ar. Diz-se que isso acontece pela chamada “zona de conforto”, pelo simples medo do desconhecido, mera possibilidade de falha ou de decepção, nos cria o hiato entre discurso e a prática.
Talvez não devêssemos “quebrar” os velhos paradigmas, mas aproveitá-los para descobrir o novo. Unir o velho ao novo e colocar em prática em forma de experiência.
Talvez a chave para a mudança esteja não na quebra, mas em saber aproveitar o que se sabe do velho e aplicar no novo paradigma. Talvez não devamos abandonar, mas adaptar os hábitos. Vale lembrar que a história da evolução mostra que vence o mais bem adaptado e não o mais forte.
Por exemplo, digamos que você prometeu terminar a leitura daquele livro que está há meses descansando ao lado de sua cama. Analise qual o conjunto de circunstâncias estão entre você e a sua meta, como horário, local, assunto, tempo... De posse destes dados, verifique quais delas podem estar lhe impedindo de concluir seu objetivo.
Estes são os seus paradigmas. Adapte-os em direção da sua meta. Pode ser o horário, o tempo, o local, etc... Pequenas mudanças podem trazer importantes evoluções.
Veja que o invés de usar o verbo “quebrar”, proponho o uso do verbo “adaptar”, no mais puro conceito “darwiniano” da evolução. Quebrar é negativo, simboliza destruição, abandono, ruptura... Adaptar é inteligente, simboliza cooperação, aprendizado, evolução...
O verbo adaptar pressupõe saber o que precisa ser mudado e utilizar o que se sabe para ter a fluidez desejada. A água sabe como fazer isso de forma perfeita e harmoniosa. Ela aprende com os obstáculos e os contorna, sem desprezá-los, mas ao insistir adapta-se e os vence.
Aos poucos, passo a passo, conquista a conquista, aproveitando o que aprendeu com o velho, tenho certeza, você assumirá o novo paradigma.
Assim lhe convido a mudar seu discurso e pronunciar:
“...a partir de agora, vou adaptar meu hábito de ...”
O simples fato de mudar o discurso já é uma mudança importante. Já é um paradigma sendo adaptado e colocado em prática. Se consegue fazer isso então consegue outras adaptações.
Assim, lhe pergunto: quais os paradigmas escolhe adaptar?
Forte abraço.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
A Escuta Ativa
Olá!
Quantas e quantas oportunidades perdemos ou deixamos de ganhar por termos falado mais e escutado menos?
Tenho procurado aprender a cada dia com esta pergunta. No caminho, tenho encontrado muitas pessoas altamente inteligentes mas pouco hábeis em escutar verdadeiramente. A esta forma de ouvir chamo de "Escuta Ativa".
Escuta Ativa é a AÇÃO de colocar-se totalmente em direção à mensagem e à pessoa com quem esteja falando.
Significa escutar com os ouvidos, olhos, coração, enfim, com todo o ser focado na mensagem e sua origem.
Há quem reclame de não ter tempo para ouvir, mas estes sempre encontram tempo para resmungar pelos cantos dizendo que ninguém lhe ouve!
Há quem diga que não tem paciência para ouvir, mas estes, sempre exigem calma quando são cobrados.
Existem aqueles que adoram exigir atenção, mas que pouco se importam quando alguém lhes dirige a palavra.
Se você atende o telefone no meio de uma conversa... Se fica olhando na tela do computador ou TV enquanto alguém lhe diz algo... Avalie como está a sua Escuta Ativa! Talvez poderia ter evitado muitos problemas ou falhas de comunicação na sua vida.
Chefes conheceriam muito melhor suas equipes se utilizassem a Escuta Ativa. Pais mergulhariam no mundo de seus filhos se a Escuta Ativa fizesse parte dos rituais familiares. Filhos evitariam muitas bobagens se a Escuta Ativa habitasse suas vidas.
Espero que a Escuta Ativa lhe ajude a abrir melhor os portões do seu caminho. Praticar um pouquinho mais todos os dias, isso tem dado certo para mim, fica a dica!
Forte abraço!
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
O Caminho da Sinceridade
Olá!
Você já deve ter tido experiências em seu caminho com a sinceridade. Costumo dizer que a sinceridade é um valor muito versátil, pois a percebemos tanto na presença quanto na sua ausência. Por mais doloridos que possam ser os efeitos da sinceridade, ainda assim, ela é valorizada.
A história desta palavra traz um significado interessante. Sinceridade vem do latim sin cera (sem cera): quando as colunas de sustentação das construções apresentavam alguma trinca ou rachadura eram retocadas com cera. Isso fazia com que ela deixasse de mostrar a imperfeição da obra. Desde então, o termo “sincero” demonstra aquele que não esconde as imperfeições, que não oculta o imperfeito.
Importante perceber que este valor é irmão da transparência, pois ambos destacam a clareza das relações. Relacionamentos sem transparência e sinceridade tendem a ser muito frágeis e sem valor. Conviver com alguém que esconde algo é muito frustrante e improdutivo.
Há um elemento muito importante que torna sinceridade ainda mais bela e valorizada. Este elemento se refere à forma, ao jeito, à maneira de como é aplicada. Aqui incluo a “sutileza”.
A sutileza torna a sinceridade polida, educada, cortês e brilhante, pois destaca a inteligência de quem a pratica.
Em meu caminho, tenho encontrado pessoas sinceras, mas conheci poucas que são sinceras e sutis. Sinceridade sem sutileza é como um elefante diante de uma cristaleira, pode ser um desastre se mal administrada.
A falta da sutileza empresta à sinceridade os adjetivos de aspereza, rudeza e inconveniência. Apesar de, ainda assim, ser preferível à mentira. Contudo, se combinada à sutileza traria maiores benefícios pela atenção a detalhes.
Quantas equipes poderiam ser mais energizadas por seus líderes se estes utilizassem mais a sinceridade sutil em seus feedbacks, quantas vendas poderiam ser potencializadas, se vendedores utilizassem esta arte com os clientes, quantos pais teriam maior respeito de seus filhos se praticassem o exemplo da sinceridade sutil, quantos relacionamentos seriam mais verdadeiros e duradouros se as verdades sempre fossem ditas de forma mais respeitosa, mais humana...
Certa vez ouvi: “Eu falo tudo mesmo, e tudo, na cara!”.
Importante isso, dizer o que é preciso ser dito, valorizar a verdade diretamente a quem deve conhecê-la. Contudo, tenho aprendido que é igualmente importante ser responsável com as palavras, pois estas, não voltam.
Utilizar a sutileza com a sinceridade é uma arte de combinar palavras, tom de voz, olhar, gestos, etc.
Um caminho percorrido com a verdade é mais bonito se cercado pelas flores da sutileza. O aroma da caminhada é mais agradável, a paisagem fica mais bela e tenha certeza, as pessoas adorarão caminhar ao seu lado, pois sabem que estar ao lado de alguém sincero é bom, mas melhor ainda é estar ao lado de um sincero e sutil.
Pense nisso!
Forte abraço.
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