sexta-feira, 5 de abril de 2013

Você é uma folha seca?


Olá!


Acredito muito no poder das palavras e, ouvi certo dia, uma frase muito sábia de meu mestre, Kishikawa Sensei: 

"As folhas secas são as primeiras a serem varridas pelo primeiro vento frio que passar"


Esta frase é tão poderosa e certeira, que mostra detalhes e mensagens muito importantes sobre nossas atitudes e modo de encararmos nossos desafios.
Tomei este sábio ensinamento como um lema para meu caminho e, sempre que alguma dificuldade aparece na minha frente, logo penso: eu não sou folha seca!

As folhas secas ou folhas mortas, simbolizam a falta de energia, a falta de vida, de vontade... Folhas secas, representam a desistência dos propósitos ou ausência deles.

Facilmente encontramos pessoas agindo como folhas secas: se muda o tempo (chuva ou muito sol), logo desistem dos exercícios físicos, se aumenta o nível de dificuldade em um trabalho, começam a reclamar e deixar para depois a solução, basta reduzir os recursos que arrumam novas desculpas para não entregar o resultado... 

Quantos livros deixaram de ser lidos no meio da leitura? Quantos já começaram a aprender tocar um instrumento mas desistiram? Quantas dietas alimentarem foram abandonadas na primeira tentação? Quantos deixaram da caminhada, só porque o tempo estava nublado ou porque o travesseiro foi mais convincente? 

Vivemos cercados de folhas secas!

Acredito que agir como folha seca ou verde é uma questão de escolha. A todos nós é oferecida a oportunidade de escolher entre agir como folha seca, desistindo logo nas dificuldades do ambiente ou como as folhas verdes, que se agarram no propósito, no sentido do que acreditam.

Acredito que agir como folha verde é um convite que todos os dias o Universo nos oferece. Os ventos frios nos testam diariamente, desafiando nossa capacidade de manter firme nossa decisão de seguir em frente com o que deve ser feito.  A força da nossa energia interior é a que nos mantém presos ao núcleo de nossas promessas, de nossos propósitos.

Então! Pare de achar desculpas e foco no seu objetivo! Se quer melhorar seu peso, já sabe o que fazer, faça! Se quer passar naquele concurso, já sabe o que fazer, faça! Agarre-se nos seus propósitos e seja folha madura, verde, cheia de energia, que não se abala quando desafiada!

Lembre-se de que o vento continuará soprando, que a chuva continuará caindo, o sol continuará queimando, que o cansaço continuará lhe tentando, que a vontade de comer de tudo continuará se apresentando... Mas o valor de teu propósito é proporcional à sua resistência, persistência, sua vontade!

Por este motivo, mesmo muitas vezes cansado, com frio, triste, dolorido, lembro me de meu mestre e repito para mim mesmo "não sou folha seca!", e tenho conseguido bons resultados para meu espírito. Creio que a vitória tem melhor valor quando o teste foi relevante. Se é fácil, esquecemos fácil.

Domo arigato gozaimashitá (muito obrigado) Kishikawa Sensei, pelo aprendizado! 

Para fechar eu te pergunto: "você é folha seca?"

Forte abraço!

Mãos em prece.


sexta-feira, 22 de março de 2013

O Estilo Democrático

Olá!


Fechando a série de posts sobre os estilos de liderança, anotei aqui, o que tenho aprendido no caminho com os do Estilo Democrático.

A origem da palavra "democracia", pode nos ajudar a explorar bem este estilo: vem do grego demos, "povo" e kratos, "autoridade", ou seja, governo do povo, do grupo...

O estilo democrático é aquele que traz os maiores traços de trabalho em equipe, cooperação e colaboração. Já vi muitos entrevistadores ficarem felizes ao identificarem traços do líder democrático em candidatos durante dinâmicas de grupo. E, realmente este estilo mostra um aspecto muito importante da liderança, o de facilitar a comunicação do grupo.

Bons ouvintes, facilmente cativam os demais integrantes. O grupo passa a ser o centro o núcleo dos objetivos... E é exatamente aí neste detalhe que mora o lado sombra deste estilo. Ao enganar-se na dose de escuta e de interação com o grupo, já vi muitos democráticos conquistarem resultados medíocres, apesar de serem muito bem avaliados pelo grupo.

Ocorre que o estilo democrático carrega consigo uma maldição: se o líder não tiver coragem para escolhas difíceis, o grupo torna-se lento e burocrático, pois ao buscar o consenso, que nem sempre vem facilmente, as decisões ficam "travadas" e, isso pode custar os resultados.

Assim, líder com excesso de estilo democrático, em geral, tem dificuldades de tomar decisões, o que o torna lento e confuso. Com o tempo, esta confusão pode rachar a equipe e trazer mais e mais divergências.

Se você identificou-se neste estilo, uma dica que aprendi é cercar-se das informações para, se preciso, decidir pelo grupo e para o grupo; ação que o estilo autocrático sabe praticar sem peso na consciência. Lembre-se de que coragem não é ausência de medo. O problema é o medo que paralisa, que bloqueia as decisões e, em se tratando de liderança, isso pode ser fatal.

Permita que o grupo participe, sempre! Ouça a todo atentamente! Comunique-se com perfeição, e tome as decisões. Cuidado com o consenso, pois nem sempre ele é o mais sábio conselheiro!

Forte abraço!


segunda-feira, 4 de março de 2013

O estilo Liberal

Olá!


Em sequência ao post sobre Estilos de Liderança,  anotei aqui o que tenho aprendido no caminho, com os líderes que possuem estilo que costumo chamar de "Liberal".

Ao buscar significado da palavra, encontraremos conceitos como "favorável à liberdade", ou "que respeita a liberdade de opinião".

Em tratando-se de liderança, certamente identificaremos qualidades essenciais que os melhores líderes devem apresentar. A sensação de estar em uma equipe em que se é livre para expor suas ideias, ou para apresentar sua opinião, sem medo de perseguições ou críticas da chefia, pode ser visão tentadora, principalmente aos que convivem com os líderes de estilo autocrático.

Contudo há um lado sombra no estilo liberal.

Tendo em mente que o risco está sempre na dose aplicada pelo portador do estilo, podemos encontrar líderes liberais que apresentam baixa performance na gestão de equipes, ao exagerar na dose. Assim como a falta de liberdade de expressão gera o desconforto nas pessoas, o excesso dela pode trazer danos sérios ao time.

Como os liberais prezam muito mais pela decisão do outro, costumam interferir pouco nas ações do grupo. Assim, o grupo passa agir deliberadamente. A autonomia pode ser confundida por alguns membros, e surgem os conhecidos "folgados" na equipe.

Estes folgados, aproveitam-se do excesso de liberdade demonstrado pela liderança e passam a explorar o ambiente e a seus colegas. Ocupam espaço também os dominadores de opinião, que revelam-se a induzir os membros menos ativos a agir segundo seus comandos.

Assim é uma equipe com excesso de liderança liberal: outros comandam, exceto quem deveria! Uns comandam por omissão e outros por exploração. E assim a equipe vai, geralmente à deriva, seguindo resultados medianos ou medíocres. Conheci liberais que costumam culpar a equipe pelo baixo resultado obtido.

Muito importante prover a liberdade, mas compete à liderança garantir a ordem, o foco, a disciplina para concluir e manter o espírito realizador da equipe.

Lembre-se de que não há certo ou errado. Há o ideal para cada contexto. Precisamos do estilo liberal para deixar com que as ideias surjam, que as propostas sejam apresentadas sem medo, que as pessoas possam falar e expor suas opiniões para ajudar a construir a solução. Contudo, cabe aos portadores do estilo liberal, buscar o equilibrio entre "delargar" e "delegar". Saiba que ao delegar, empossa-se certa dose de responsabilidade pela execução, mas continuaremos sempre responsáveis pelo resultado.

Se você se viu neste estilo, aqui vai uma dica: continue permitindo que as pessoas sejam elas mesmas, mas lembre-se de que, em se tratando na liderança: assuma a responsabilidade!

Forte abraço.