Anoto neste blog, dicas, mensagens e aprendizados que tenho colhido no caminho convivendo com profissionais, alunos, amigos, seja no cotidiano corporativo, salas de aula ou em simples conversas. São anotações que estes meus mentores e amigos me proporcionam inspiração para escrevê-las... . Espero que lhes sejam úteis! Fique à vontade para deixar seus comentários nos posts e contribuir com os registros, enriquecendo-os com a sua experiência de vida. Rodrigo Corrêa Leite
terça-feira, 7 de junho de 2016
Lançamento do Livro "O Poder da Escutatória"
Olá!
Durante minha caminhada como professor e na gestão de equipes, percebi que no assunto Liderança há uma habilidade fundamental que, em muitas vezes, é mal exercida ou negligenciada por gestores, pais, professores das mais diversas especialidades, a habilidade de trabalhar com Feedbacks.
Passei a pesquisar intensamente este tema. Debrucei-me a investigar e conhecer técnicas, modelos, métodos, conceitos, observar todo tipo de práticas e coletar contextos que mostrassem as facetas desta habilidade de comunicação.
Inclusive este blog foi criado para alimentar essa pesquisa. A cada post, recebi comentários, e-mails, mensagens de alunos, colegas, seguidores e visitantes do blog, relatando suas dúvidas, desabafos, boas práticas e resultados indicando que o tema tem alta relevância e necessidade de ser posto em evidência.
Aos poucos percebi que as melhores práticas de feedback, ou seja, as que apresentam os melhores resultados, são as precedidas por uma atenta e cuidadosa escuta. Que os melhores líderes em feedback sabem ouvir melhor do que falar, preferem ficar mais atentos para posicionarem-se na hora e do jeito certos.
Inspirado em uma declaração de Rubem Alves, que anunciou que um curso que ajudasse as pessoas a aprender a escutar seria muito mais útil do que os que ensinam a arte da oratória. Consolidei tudo isso em uma obra que traz reflexões e demonstra como fazer para tratar feedback de forma genuína, criativa e, acima de tudo, útil a quem recebe e satisfatório a quem o oferece. Mostro que um feedback pode ser um valioso presente que se bem preparado e entregue, pode trazer resultados interessantes.
Assim, nasce meu livro "O Poder da Escutatória". Nele, o leitor encontrará um conjunto de inquietações e perguntas que o ajudarão a analisar sua postura como líder, seja em casa, no trabalho ou mesmo comunidade. Em seguida, pode conhecer como fazer para dar e receber feedbacks, podendo interpretar melhor as mensagens nele contidas, tanto para quem oferece, quanto para quem recebe.
Espero contribuir às discussões para juntos encontrarmos caminhos maduros e sólidos que tragam melhores resultados sobre a prática da escuta apoiando o feedback. Meu objetivo é oferecer a líderes, pais, professores e profissionais um recurso de pesquisa e, jamais esgotar o assunto, agindo como um elemento de possa estimular a encontrar as peças do quebra-cabeça que é o relacionamento humano.
Escutatória, a escuta antes da oratória. Escutar mais e melhor para depois falar. Perceber e interpretar os sinais na comunicação para tomar decisões mais conscientes e que fortalecem relações duradouras.
E, se tudo isso faz sentido a você, fique à vontade para participar deste trabalho, enviando suas mensagens no blog, e-mails ou pelas redes sociais, para que juntos possamos aprender ainda mais sobre o feedback baseado na bondade e na relação que realmente importa. Ficarei muito feliz em receber tuas contribuições.
Um forte abraço!
Clique aqui para comprar o seu exemplar.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Qual nota você daria à sua escuta?
Olá!
É com os sentidos que nos conectamos com o mundo exterior. E é através dos sentidos que completamos nossa conexão com as pessoas. Acredito que os sentidos são como antenas que nos permitem dar sinais de vida, recebê-los de volta e interpretá-los.
Exercendo minha gratidão em poder utilizar plenamente os sentidos e poder perceber a importância destes em minha vida, debrucei-me a pesquisar sobre a "Escuta" e pude descobrir, que é através dela, que a sensibilidade invade nossos corações. A escuta verdadeira permite-nos sentir o mundo e as pessoas.
Ao realizarmos uma dedicada e gentil escuta, podemos estabelecer vínculos, ligar alma e corações, fazer vibrar o senso de pertencimento, de ser parte integrante do todo.
Acontece é que esquecemos disso e passamos a falar muito mais do que escutar. Nosso ego, numa tentativa imatura deseja continuar mantendo a sensação de pertencimento, como se fosse uma droga que entorpece e vicia e, faz com que queiramos ser ouvidos por muito mais tempo do que merecemos. E isso, acaba reduzindo a oportunidade do outro em ter o seu momento de expressão.
Quem fala mais do que escuta, rouba tempo e conexão de vida do outro!
Ao permitirmos a escuta plena, colocamos o outro na cena da vida. Damos a outra pessoa a oportunidade de conectar-se e de sentir-se parte da energia que é compartilhada.
Escutar é um verbo muito interessante, pois também pode ser uma metáfora do sentir. Lembre-se de que muitos tem ouvidos perfeitos mas não escutam. E como dizia o mestre Rubem Alves:
"É na escuta que o amor começa,
e é na não escuta que ele termina"
Pense nisso, assista atentamente o breve vídeo abaixo e avalie qual nota você daria à sua escuta. Será que é grato por escutar? Lembre-se de que nem sempre escutamos somente com os ouvidos.
No meu livro "O Poder da Escutatória", você encontrará algumas reflexões interessantes sobre como pais, gestores, professores e colegas podemos utilizar a energia da escuta como criadora de laços genuínos e duradouros.
Forte abraço!
Compre o Livro O Poder da Escutatória em: http://www.livrariacultura.com.br/p/o-poder-da-escutatoria-46287756
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Saber escutar os verdadeiros sinais...
Olá!
Hoje, quero compartilhar aqui alguns exemplos que conheci na minha caminhada em busca das melhores práticas das descobertas através de uma verdadeira e interessada escuta.Quando refiro-me à escuta, cito esta como o mecanismo mais amplo de captação de sinais. Um sistema que, se bem estimulado, pode ser o diferencial entre a verdadeira e inspiradora liderança e o correto estímulo ao desenvolvimento de potenciais.
Caso 01 - Professores-mentores
"Professores precisam ser mentores". Esta afirmação, citada pela palestrante e genial escritora americana, Temple Grandin, uma autista que teve a sua vida literalmente transformada ao ter contato com um professor que soube "escutar" os sinais e, percebeu como poderia extrair dela o seu melhor. Ela conta no TED Talks (abaixo) como funciona o raciocínio de autistas e, o filme (trailer abaixo), lançado em 2010 narra a sua história pessoal, contando os passos que percorreu até transformar modelos e quebrar paradigmas. E tudo começou com um professor-mentor persistente e dotado de habilidade de escuta.
Caso 02 - O professor de espantos
Esta é a provocação do mestre Rubem Alves, um verdadeiro gênio da Educação transformadora. Rubem nos presenteia neste vídeo com uma brilhante explanação de como professores podem liderar o desenvolvimento dos talentos através de uma respeitosa e atenciosa percepção de sinais para realmente provocar a curiosidade e, com isso, estimular a verdadeira educação. Líderes, pais, professores podem inspirar suas carreiras nesta prosa com o mestre Rubem. Assista:
Caso 03 - A escuta da criatividade
Neste TED Talks, Sir Ken Robinson apresenta uma divertida e inspiradora explanação sobre como a percepção de um verdadeiro líder pode descobrir e incentivar o desenvolvimento do potencial humano. Educação pode ser diferente e transformadora.
(link original: https://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity)
Caso 04 - Pais brilhantes, professores fascinantes
Neste tópico, recomendo a leitura do livro do prof. Augusto Cury com este mesmo tema. Leitura indispensável para trazer reflexões acerca dos exemplos que estamos propondo aos que convivem conosco. Anexei também um pequeno trecho de entrevista que o autor concedeu sobre o assunto.
Estes casos, fazem parte do meu repertório de insights e pesquisas acerca do tema "Escuta" que inspiraram os capítulos do meu livro. Tenho certeza que poderão lhe trazer reflexões interessantes e lhe apoiar no seu desenvolvimento.
Forte abraço.
domingo, 5 de abril de 2015
Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça!
Olá!
Aproveitei este trecho de um dos Evangelhos como título deste post.
Esta sábia composição de palavras proferida pelo Mestre dos mestres, a cada dia torna-se mais relevante.
Nesta minha caminhada, em meio a equipes e postulantes a líderes, tenho encontrado vários desafios. Contudo, nenhum é mais frequente que a inabilidade de escuta das pessoas. A ansiedade, os atropelos, o pensamento acelerado a cada dia aumentam a distância entre os corações. Cada um quer ser ouvido, mas poucos dedicam-se a realmente escutar.
Vivendo em um clima onde a necessidade de dizer, de ser visto, de ser percebido, passa a ser a tônica dos relacionamentos, passamos pelo jardim sem admirar as flores. Quilômetros separam almas nas mesas de jantar, nos ambientes de trabalho, nos bancos da praça. Pessoas que tem muito a dizer, mas pouco a escutar habitam no mesmo ambiente sem serem vistas.
Ambientes familiares e corporativos transformados em verdadeiros abismos onde a fala tem prioridade ou onde a tela do celular possui a preferência na comunicação.
Já percebeu como é difícil de relacionar-se com quem fala muito e ouve pouco?
Pessoas que despejam argumentos, inundam o ambiente de prosas e convicções, mas que muito raramente investem tempo para prestar atenção nos assuntos ao redor. Pessoas assim até fingem que te ouvem, mas no primeiro momento em que você pára para respirar, assumem o controle e já começam um novo assunto.
Tenho aprendido que não passam de pobres almas inseguras que buscam autoafirmação. Falam, falam e falam imaginando ser pela voz a chave da conquista, do reconhecimento e do merecimento. Preferem cobrir o espaço com a sua opinião e suas verdades, em vez de descobrir novos mundos, de desbravar outros pontos de vista, de debater e aprender novos caminhos.
Tenho aprendido que alguns não estão prontos para o caminho e, a estes só resta-nos entregar-lhes o silêncio na expectativa de que um dia percebam que há flores no jardim.
O querido professor Rubem Alves um dia escreveu:
"...é na escuta que o amor começa e é na falta de escuta que ele termina.
A gente não se apaixona por quem fala bonito.
Apaixonamo-nos por quem escuta bonito...".
E como isso faz sentido! Como é gostoso conviver com quem sabe escutar paciente e atenciosamente. Como é prazeroso estar com quem ouve bonito. Pessoas queridas, que sabem como poucos como cultivar laços duradouros. Sabem que a chave para conectar almas está na escuta dos sons do coração do outro.
Somado a tudo isso, um dia, o grande Mestre disse, "quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça". Confesso que é um exercício duro e diário, que requer disciplina e força de vontade. A tentação de falar mais do que ouvir é grande, mas os ganhos, para mim, tem sido muito valiosos.
Ao praticar escutar mais, tenho aprendido a ler os sinais que antes não percebia. Tenho desvendado segredos que antes passavam na minha frente sem vê-los. Tenho recebido muito mais do que antes pensava; conquistado muito mais do que imaginava. Descobri que se a escuta é rasa, o discurso é de superfície. Tenho aprendido que profundidade de fala só vem com intensidade de escuta.
Então, quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça!
Gente chata só sabe falar e discursar. Tem até boa fala, mas péssima escuta. Interesse zero no outro, mas nota dez em chatice. Sabichões que devaneiam conceitos, sem dar espaço para conectarem-se aos corações dos outros. Ficam esperando só uma oportunidade para inundar área com retalhos de informações e verdades que proferem sem sentir ou viver.
Quer aprender um exercício de liderança? Escute mais!
Escute seus filhos. Há mensagens que eles não dizem, mas que esperam que você as descubra.
Escute quem convive contigo. Há ansiedades e dúvidas que seriam curadas logo de início, bastaria um movimento de seu interesse em ouví-las.
Escute as pessoas que trabalham contigo. Você se surpreenderá com as possibilidades de solução que os outros tem à disposição e que você poderia ter usado se tivesse tido a humildade de reconhecer que não sabe de tudo.
Tudo isso a vida tem me ensinado. E, ao escolher trilhar este caminho, o da escuta, consegui compor um método simples e altamente eficaz, o qual publiquei em meu primeiro livro. Onde ao colocar a escuta antes da fala, descobre-se que há vida do outro lado da mesa.
E, se isto faz sentido para você, te agradeço por ter me ouvido até aqui e convido-te a compartilhar seus aprendizados. Criemos juntos uma rede de "escutadores" que preferem ser "aprendentes" em vez de "ensinantes".
Mestres inesquecíveis, ótimos autores, sábios professores tem apontado este caminho, onde escutar antes de falar é um bom exercício de respeito, gratidão e de dar valor ao outro como instrumento do seu aprendizado.
Pense nisso!
Forte abraço!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
A ocasião não faz o ladrão. Ela o revela!
Olá!
Creio que você conheça o dito popular: "A ocasião faz o ladrão". Nesta minha caminhada tendo a Educação como missão e o mundo corporativo como ambiente, tenho aprendido que este ditado está incorreto. Pensando nisso e tendo alguns autores inspiradores por perto, me veio uma outra versão e percebo que é mais adequada:
"A ocasião não faz o ladrão,
ela apenas o revela"
Sim, tenho aprendido que há muitas pessoas que são expostas às mais diversas ocasiões para cometerem ilícitos, contudo jamais o fazem, ao mesmo tempo, para outros a máscara simplesmente cai.
Neste momento, vem à cabeça a importante missão dos pais, pois é destes, o papel da Educação. A formação familiar é, sem dúvida alguma, o bastião do caráter, do comportamento, da prática honesta e verdadeira dos valores. Infelizmente, muitos pais confundem este papel e o delegam 100% para a escola, ou outros meios, como o único local revelador e formador. À escola cabe o ensino, a aprendizagem, a convivência e o preparo social, quanto que à família destaca-se o poder de educar.
A ocasião simplesmente o revela, pois a formação já o fez. Já o moldou com o caráter e personalidade. Por este motivo, reforço o importante papel que a liderança possui ao ser o agente propulsor desta importante revelação.
Líder, aprender a descobrir os revelados talentos em sua equipe, pode ser um importante desafio. Revelar o poder de criação de cada integrante de seu time. Fortalecer e lapidar o que cada um tem de melhor. Maravilhar-se com a imperfeição humana e permitir a sinceridade como prática diária. Pode ser este um caminho interessante a seguir.
Proponha ocasiões para revelações e conheça profundamente o que moldou as pessoas que convivem contigo. Participe e interaja a ponto de interessar-se pela alma e não somente pela competência. Seja você, líder, o agente revelador.
Revelando o que está oculto, conhecendo-se o que está subscrito, dando luz ao que não foi dito. É simples assim, interessando-se por gente!
Pode ser que não goste do que irá descobrir, mas só o fato de descobrir a verdade já é um fato positivo. Porém, pode ser que a descoberta seja tão intensa e verdadeira que lhe mostrará os resultados que tanto busca.
Pense nisso!
sábado, 3 de janeiro de 2015
Quer aprender a prever o futuro?
Olá!
Para iniciar o ano, quero propor um simples método para "prever" o futuro. Mas preciso alertar-lhe de que não é um truque de cartas ou composições baseadas no zodíaco, nem tampouco proponho aqui rituais ou práticas mágicas. Para este método, baseio-me em uma citação do mestre Peter Drucker:
"A melhor forma de prever o futuro é criá-lo"
(Peter Drucker)
Seguindo as orientações deste grande orientador descreverei a seguir o que chamo de "Mapa do Futuro". Neste mapa você poderá orientar melhor a sua caminhada para que possa tomar decisões e escolhas mais conscientes em relação à sua carreira, por exemplo.
Então vamos lá:
Passo 01: "A análise da foto"
Abra o arquivo mais atualizado do seu currículo. Vá até o final do documento e escreva a data de hoje, lembre-se de incluir o ano (caso ainda não tenha feito).
Este passo recebe este nome pois o seu currículo é a tua história de vida até o momento e precisa retratar quem é você, de uma forma sintética e ao mesmo tempo, interessante. Em outro momento, abordarei como elaborar o currículo, por hora, utilize o modelo que preferir.
Feito isso, imprima o documento.
Passo 02: "A foto do futuro"
Usando a opção "Salvar como" de seu editor de textos, grave o mesmo arquivo do seu currículo, alterando a data para 05 ou 10 anos à frente. Salve-o com o nome de currículo de 2020, por exemplo.
Feito isso, imprima este arquivo também.
Passo 03: "Projetando o futuro"
Tendo em mãos os dois currículos, o da data atual e o do futuro, você poderá agora fazer algumas reflexões e anotações. Olhe fixamente para o "currículo do futuro" e pergunte a ele:
"É este o currículo que quero ter, neste ano?"
Imagino que você sentirá vontade de incluir novos itens, como, cursos que já quer ter concluído, empresas que quer ter trabalhado, cargos que quer ter ocupado, idiomas que quer ter proficiência...
Pois bem, se teve esta vontade, pegue uma caneta e comece a anotar no "currículo do futuro" cada item que vier à sua cabeça. Já quer ter feito seu mestrado? Inclua no espaço reservado para formação acadêmica, lembre-se de anotar o ano, instituição e alguma informação complementar que desejar.
Este exercício é de livre criatividade, ou seja, jamais critique uma ideia ou desejo que surgiu, simplesmente a escreva em algum espaço do "currículo do futuro". Permita-se imaginar-se no ano que escolheu "prever". Pode ser fluência em idioma, viagem ao exterior, morando em seu imóvel próprio, filhos, estado civil, etc.
Projete-se na idade que terá no ano escolhido e tente imaginar o quanto de experiência profissional já deverá ter adquirido, habilidades que deve ter fortalecido ou mesmo desenvolvido, prêmios e reconhecimentos que quer ter conquistado.
Após alguns minutos já terá em mãos um grande esboço do seu "Mapa do Futuro", permita-se sonhar com você, com seu sucesso e trajetória. Seja o seu melhor torcedor e escreva, registre o que você quer.
Chega de ficar reclamando do que você não tem e comece a dizer e comprometer-se o que você quer!
Passo 04: "Construindo o mapa"
Agora você já tem elementos suficientes para traçar uma rota segura até seus objetivos pessoais e profissionais:
- Em uma folha em branco, trace uma linha reta anotando o ano atual na extremidade da esquerda e o ano escolhido no "currículo do futuro", no final da reta, do lado direito. Esta linha chamaremos de "linha do tempo". Anote na linha, os anos intermediários, deixando-a como se fosse uma régua demarcada por anos.
- Abaixo do ano do "currículo do futuro", liste os itens que escreveu à mão, um abaixo do outro, como se fosse uma lista dos desejos, um em cada linha.
- Em seguida, faça um exercício tentando colocar quais etapas precisa percorrer até cada objetivo do "currículo do futuro", escrevendo na linha correspondente o que deverá fazer e quando, por exemplo, na linha do desejo de formação está o curso de mestrado, anote em que ano quer iniciá-lo. Faça isto para cada desejo até que o quadro fique repleto das etapas, ano após ano.
Pronto! Contemple o seu "Mapa do Futuro"!
Você acabou de escrever, o que podemos chamar em administração de algo relacionado ao seu "Planejamento Estratégico", ou no mínimo, um esboço de um "Cronograma". Um plano de etapas consistentes, com prazos, para um objetivos de futuro, visualizando cinco ou dez anos à frente.
É claro que você pode detalhá-lo mais, recheá-lo com ações, necessidades financeiras, pessoas que precisa interagir mais ou conhecer, etc. Ou seja, pode montar um plano de ação, definindo onde deve buscar os recursos ou conhecimentos para cada uma das etapas de cada ano. Este detalhamento lhe permitirá escolher o nome do curso de pós que melhor lhe ajudará no seu plano, por exemplo. Basta pesquisar e programar-se para o futuro.
Por exemplo, talvez atualmente, você não tenha como pagar aquele curso de Design no exterior, mas quem sabe, possa iniciar algo de lhe dê a bases necessárias para quando puder fazê-lo. Listando cursos mais acessíveis, de curta duração, por exemplo, que trarão os conhecimentos iniciais úteis no futuro, ou mesmo, também pode anotar como e quando poderá conseguir financiar a viagem, por exemplo.
O mapa é seu! É sua responsabilidade mantê-lo e atualizá-lo.
Se quiser, pode transcrevê-lo em uma cartolina e afixá-lo na parede de seu quarto, em um local que diariamente você possa encará-lo e que te desafie a realizar cada etapa anotada. Pode usar cores diferentes, sinais, símbolos, etc. Quando mais sua cara, melhor!
Lembre-se de marcar nele cada conquista realizada, destacando-a para que fique visível a sua evolução em direção ao que você QUER e projetou.
Prefiro este método à tão falada lista de decisões de início de ano, em que muito se diz e pouco se faz. Prefiro ter um mapa em mãos a delegar meu futuro a "achismos" ou tentativas sem fundamento. Com um bom plano em mãos posso dizer não sem peso na consciência, agindo responsavelmente comigo e com minha carreira. Faço minhas escolhas.
Espero que o "Mapa do Futuro" seja-lhe útil em sua caminhada. E, caso algo nesta leitura tenha feito sentido a você, compartilhe como ficou o seu mapa, quem sabe aqui na nossa rede de amigos, estejam os contatos que impulsionarão alguns dos teus objetivos?
#Ficaadica
Um forte abraço!
sábado, 15 de novembro de 2014
Líder Educador
Olá!
No dia 15 de Outubro deste ano, estive palestrando no evento Harvard Business Review, o Fórum HBR Brasil Educação Corporativa 2014. Fui convidado a apresentar-me no painel "O Líder Educador". Para mim, em especial foi uma honra representar a classe dos professores neste importante evento voltado à Educação no mundo corporativo.
Vários debates, apresentações, discursos, cases, tecnologias rechearam o dia do evento, onde pudemos compartilhar práticas inovadoras e vencedoras que levam a educação como fundamento principal.
Profissionais e empresas interessadas em debater a Educação estiveram presentes garantindo assim um alto nível de aprendizado e discussões.
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| Da esquera para direita: Sergio Fajerman, Jose Pablo Vera Fernandes, Rodrigo Leite e Luiz Edmundo Rosa |
No painel em que participei, tive a companhia de outros executivos: Sergio Fajerman, Diretor de RH do Itau-Unibanco, Jose Pablo Vera Fernandes, Gerente da unidade do Rio de Janeiro da Universidade Corporativa Crotonville Learning Center da GE Global Learning e Luiz Edmundo Rosa, vice-presidente de pessoas e organização da GRANBIO e Diretor de Educação da ABRH, que também foi o mediador. Assim pudemos juntos compor o tema sobre diferentes pontos de análise.
Após apresentação do material produzido por cada painelista, pudemos debater e responder às perguntas da plateia. Luiz Edmundo, abriu o tema trazendo estatísticas e o perfil atual da educação no Brasil, Sérgio Fajerman, trouxe o case de desenvolvimento de liderança do gigante Itau Unibanco, compartilhando práticas e casos reais de seu cotidiano e, Jose Pablo, compartilhou como o investimento em educação é parte integrante da estratégia de negócios da GE, trazendo importantes dicas de como a 1a Universidade Corporativa, o Learning Center de Crotonville, torna-se referência no segmento.
Minha missão foi a de dar a visão do líder como agente protagonista da mudança. Pessoa que assume a responsabilidade por ser o exemplo e mobilizar a equipe em busca dos objetivos. Apresentei algumas reflexões e provocações sobre o poder das palavras, a força da oportunidade, a geração do significado, a técnica de educar pelas perguntas, e, com o pensamento inspirador do mestre Rubem Alves, fechei minha participação com a importância da escuta, "É na escuta que o amor começa e é na falta dela que o amor termina".
Alguns destes tópicos, trouxe aqui no blog, outros fazem parte do repertório de meus cursos e palestras e, estão no meu primeiro livro.
Com as perguntas que recebi do auditório, pude explanar um pouco sobre a importância do feedback no processo de aprendizagem e de formação da equipe e reforçar o que chamo de ditado do líder, "faça o que eu digo e, faça porque eu faço", onde somente o verdadeiro líder educador pode utilizá-lo em seu dia-a-dia, pois a plena educação vem do exemplo.
Deixei minha homenagem a todos os professores do Brasil, profissão que tenho orgulho de participar. Somente pela Educação traremos uma sociedade realmente justa e produtiva. Somente através da Educação proporcionaremos a evolução, somente via Educação seremos mais unidos e viveremos em harmonia.
Este é o meu desejo, poder contribuir em trazer reflexões na formação de verdadeiros líderes educadores.
Um forte abraço.
Alguns dos tópicos que apresentei na palestra:
Líder Protagonista:
A arte de fazer perguntas:
O significado no trabalho:
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Dividindo para somar. Matemática estranha a do conhecimento!
Olá!
Em se tratando de lidar com gente, as ciências exatas tornam-se estranhas. Nada é exato e, ao mesmo tempo, nem tudo é inconstante. Variáveis completam o todo e constantes contribuem para a ausência de entendimentos. Estranho, não?
Pois bem, aos olhos de qualquer obcecado por regras ou controles exatos, a ciência da pesquisa diária do lidar com gente, apresenta-se como uma verdadeira colcha de retalhos sem sentido.
Ao dividir conhecimento, somamos, no mínimo, pontos de vista. Sem contar o fato de que conhecimento é um ativo (bem) que, ao dar ao outro, você ainda continua com ele e, sai ganhando pois em geral, acrescenta-se algo, mesmo que seja uma breve experiência.
Ao contribuir para multiplicar o saber, você ajuda a diminuir as diferenças e a potencializar as possibilidades de ganhos a todo o entorno. Ou seja, realçando o que se sabe para todos, dá-se a chance de aumentar a multiplicidade de vida e evolução.
Ao fazer mais com menos, contribuímos para dividir e aproveitar melhor o todo.
Uma Liderança de Valor, soma as diferenças na equipe, divide os talentos equilibrando os potenciais, multiplicando as possibilidades de resultados superiores.
Matemática complexa ou simplicidade sofisticada?
Prefiro acreditar que simplesmente podemos emanar boa energia a todos. Se cada um receber um pouco da boa energia do outro, equilibramos o ponto que nos falta e apoiamos o ponto do outro na busca da evolução.
Filosofia quântica ou metáforas de um apaixonado por Educação, considere-as como quiser, mas se já chegou até aqui, agradeço pois já me ajudou a fluir a minha sede de dividir para somar.
Forte abraço.
FOTO: Representação da sequência de Fibonacci, um dos mais incríveis padrões matemáticos presentes na natureza.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Respire fundo...
Olá!

Quantas e quantas vezes já ouvimos ou pensamos nessa reflexão...
São vários os benefícios de respirar do jeito certo. Aliás, Deus nos livre de deixar de fazer isso!
Pena que este tão importante momento acaba passando despercebido em nossa correria diária. Muitas vezes pouco damos atenção em respirar para nutrir o espírito e não somente ao corpo.
Somos expostos diariamente ao um ritmo de atividades e pressão a cada dia mais intensos. Tendo isso em mente podemos comparar a vida como uma caminhada, onde seguimos avançando na jornada de nossa existência, sempre testando, experimentando, errando e aprendendo. Quanto mais atividades inserirmos na pauta diária, quanto mais tarefas colocarmos na mochila, mais esforço, mais energia consumiremos.
Uma pessoa que, como caminhante, segue com a cabeça cheia de atividades diferentes, dispersas e até pesadas, tem grandes chances de cansar-se e até desistir antes do tempo. Por isso tão importante é o ato de respirar fundo.
Respirar para oxigenar o cérebro, respirar para renovar a energia celular, respirar para inundar-se de vida, respirar para tomar conta da situação, respirar para colocar a cabeça no lugar e orientar-se na caminhada.
Todos que praticam esportes, sabem muito bem do que estou dizendo. Respirar é a arte da continuidade, do próximo passo, do avanço rumo ao objetivo. Desta forma, um atleta para atingir performance, precisa aprender a respirar. Tenho aprendido que na vida pessoal, profissional, familiar, social, enfim, é o mesmo!
Descobri que a cada raiva, a cada decepção, a cada frustração que vier encher minha "mochila", se eu respirar com calma e profundamente, tenho maiores chances de encontrar uma forma de solução. Confesso que não é fácil, e a tentação de gastar energia à toa e carregar o peso adicional sofrendo, reclamando ou resmungando é forte e, vez ou outra me pego nesta ciranda da sombra. Respirar fundo me ajuda a focar na Luz novamente.
Aprender sempre! Portanto, respire fundo e descubra o que você precisa aprender na sua caminhada. Respire e agradeça ao Universo, siga em frente! Passo a passo, respirando direito e continuando a evoluir.
Desejo que você respire melhor e coloque sua caminhada no ritmo que lhe levará aos seus objetivos.
Forte abraço!
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
O Líder Educador
Olá amigos e amigas!
Muito feliz e honrado em ser escolhido e convidado pela equipe da Harvard Business Review como palestrante para o evento HBR Educação.
Tratarei o tema "Líder Educador", e justamente no dia 15 de Outubro, dia do Professor, terei esta honra de defender o tema que estampa minhas pesquisas há tanto tempo.

Discutiremos acerca de como o papel da liderança traz reais resultados em performance através do apoio e prática da educação.
O evento já está sendo divulgado e vocês poderão conhecer a programação completa no site http://hbreducacao.com.br/
Ficarei muito feliz em te encontrar lá!
Abraços
Rodrigo
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Os Influenciadores-Realizadores
Olá!
Analise a citação abaixo:
"Há dois tipos de pessoas que não interessam à boa empresa:
as que não fazem o que se manda e as que só fazem o que se manda."
(Henry Ford)
Atuando como gestor e com gestores de equipes a cada dia tenho aprendido que há uma sabedoria verdadeira nesta citação: que no equilíbrio pode estar a resposta. Optar pelos extremos de nunca ou sempre, pode trazer consequências indesejáveis.
Compor uma equipe com pessoas que não ouvem direcionamentos pode ser uma insensatez arriscada. Digo isto, mesmo sendo um defensor de ambientes que permitem a livre exposição de ideias e posicionamentos. Acredito que um time deve ter em seus membros, a responsabilidade compartilhada, onde cada divergência venha acompanhada de sua proposta de solução, de menor custo e mais vantajosa para o coletivo, e não somente para o individual.
Ao mesmo tempo é irresponsável formar uma equipe somente como executores sem opinião própria, sem posicionamento definido. Equipes com esta configuração, em geral, têm no comando uma chefia centralizadora e imatura, que não aceita ser contrariada e que, mimada, prefere os que dizem "amém" às suas ordens.
Tenho visto que o melhor perfil é o dos que chamo: "Influenciadores-Realizadores".
Precisamos de pessoas que saibam argumentar, saibam divergir inteligentemente, saibam propor alternativas diferentes das atuais, pois como dito por Eisntein, "insanidade é querer atingir resultados diferentes, fazendo a mesma coisa". A habilidade de influenciar, de expor, de negociar um ponto de vista é a cada dia mais valorizada. Ou seja, cresce-se pouco ao lado dos que aceitam tudo.
Valorizado também é fazer o que se diz. É preciso seguir um método, construir segundo uma orientação, um combinado. Conviver com pessoas que não fazem o que deve ser feito é como algemar-se entregando as chaves ao inimigo. Terrível é conviver com quem não cumpre o que promete, que não segue regras ou combinados.
"Influenciadores-Realizadores" ouvem atentamente a uma missão ou desafio apresentado, certificam-se de que possuem o máximo de informações sobre o caso, sabem fazer boas perguntas, argumentam e propõem alternativas coerentes, e ao formarem o entendimento equilibrado partem para a ação e o fazem muito bem.
Questionadores são bons? Prefiro os influenciadores. Os "faz de tudo" são bons? Prefiro os realizadores.
Ficar questionando tudo é ruim, pouco acrescenta, ao passo que sair fazendo tudo o que se manda também. Ao divergir de tudo e todos você se torna um chato reacionário. Fazer tudo o que mandam te forma um medíocre, que na média trabalha bem, mas não passa disso.
Perceba que no equilíbrio pode estar a resposta. Para influenciar é preciso saber ouvir, saber perguntar, saber argumentar. Para realizar é preciso seguir o planejado, adotar um método, praticar um direcionamento. Equilibrados apresentam maturidade profissional e emocional. São referências importantes na equipe e na organização, são membros de equipe valorizados e assediados no mercado.
É preciso ter disposição para aprender isso. Disciplina para ouvir, inteligência para perguntar, coragem para posicionar-se, vontade para fazer, responsabilidade para realizar. E tenho aprendido que isso é para poucos. Nem sempre o sapato, nem sempre o tênis, mas o calçado ideal para cada contexto.
Se você se define questionador ou faz tudo, ou mesmo ambos, respeito sua escolha mas preciso lhe dizer uma coisa: só não reclame do seu salário, pois você corre um risco de avaliarem que você ganha é muito!
Pense nisso!
domingo, 10 de agosto de 2014
O amor pelo trabalho
Olá!
Hoje, aqui no Brasil, comemoramos o dia dos pais. Deixando de lado todos os apelos comerciais que estas datas trazem consigo, há sim uma oportunidade para prestar homenagem a todos os que escolheram a paternidade no caminho.
Em meus cursos e palestras vez ou outra compartilho recortes de minha história, e um dos que mais me orgulho, é o que aprendi em uma conversa com meu pai. Um homem simples e muito honesto. Mecânico que nunca passou por perto dos bancos de faculdades, mas seu exemplo de esforço sempre nos inspirou.
Infelizmente, quando eu estava com 13 anos de idade, ironicamente um acidente de automóvel pôs um ponto final na sua caminhada. Mês passado, este infortúnio completou 25 anos. O que fez que minha mãe, uma mulher guerreira, comunicativa, hábil na arte de trabalhar incansavelmente em sua máquina de costura, seguir sozinha a caminhada de criar os filhos. E o fez de forma impecável.
Meu pai, que dentre varias manias e hábitos, tinha uma em especial que me chamou atenção. Eu, em minha pouca idade percebi que ele todos os dias ia trabalhar sempre de roupa social. Calça, camisa, sapato e penteado bem feito. Saía bem cedinho, beijava um por um dos filhos ainda na cama e partia para a sua oficina. No final do dia, retornava para casa novamente com as roupas limpas e bem arrumado.
Aquilo me intrigou e me fez perguntar a ele o motivo disto, pois em minha limitada experiência, não entendia porque ele já não saía vestido com seu macacão de mecânico de casa, pois pensei que seria o mais lógico a ser feito. Foi aí que meu pai deu um ensinamento de liderança que levo comigo e aqui registro neste espaço com meus amigos e amigas que acompanham meus textos.
- Filho, para o trabalho e para a família, você só pode mostrar o que é melhor seu! Por isso nunca posso aparecer sujo ou mal arrumado aqui, nem chegar assim no lugar onde trabalho.
Esta fala dele ecoa na minha memória até hoje. Sempre me emociono ao lembrar disso, que me traz muita felicidade em ter tido a oportunidade aprender com este exemplo tão perfeito e esclarecedor.
Por este motivo, aprendi a amar o meu trabalho, assim como amo minha família. Aprendi que trabalhar é algo bom, algo que enobrece e engrandece. Aprendi com meus pais que trabalhar não é um castigo e sim um presente, uma oportunidade de darmos o nosso melhor.
Aprendi que preciso chegar bem todos os dias no meu local de trabalho, que preciso mostrar o que é melhor em mim, pois é de lá que sai a minha vitória diária. Aprendi que preciso chegar em casa bem, animado, e também mostrar o que é melhor aos que me aguardam.
Sei que não é fácil. Sei que as dificuldades do dia-a-dia teimam em nos seguir, mas acredito que temos a escolha de permitir se elas entrarão conosco em casa ou no trabalho.
Hoje, aqui, rendo minhas homenagens ao meu saudoso pai. E aproveito para deixar registrado meu abraço a todos os pais que escolhem ser verdadeiros exemplos às suas famílias.
E, ofereço a flor da cerejeira como minha oferta. No Japão, chamada de Sakurá, ela é considerada como um dos símbolos nacionais, representa a fragilidade da vida. Pois, como fica pouco tempo florida, deixa a lição de aproveitar cada momento, já que o tempo passa rápido e a vida é curta.
Assim, aproveite cada momento. Se está com seu pai contigo, curta os aprendizados ao seu lado. Se há alguma desavença entre vocês, é hora de deixar isso de lado, pois rancor e ressentimento não são bons companheiros na caminhada. Se não está ou não o conheceu, seja então você o exemplo para teus filhos e para a sociedade. Faça o seu melhor como a flor da cerejeira, somente aceite ser a sua melhor versão!
Um forte abraço.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Seja você!
Quantas e quantas máscaras ainda precisará usar para conquistar os teus sonhos?
Quais os trajes ainda precisará usar para encobrir sua pele verdadeira?
Estas reflexões trago para iniciar este post, pois creio que você já tenha encontrado pessoas em seu caminho, que escolheram viver anulando-se e negando sua essência. Mortos-vivos que perambulam pelos corredores do mundo corporativo, sem opinião tampouco argumentos próprios. Acessam o mundo sendo o que não acreditam, ou acreditam em escolher agir para agradar outros, vivem de aparências.
Quais as crenças que te impulsionam? Quais os valores que te sustentam? Quais os elementos que identificam a sua marca? Acredito que estas perguntas precisam ser respondidas prontamente.
Viver é um conjunto de propósitos, um mosaico de realizações moldadas pelos significados que damos ao existir, ao praticarmos o realizar, o construir, o caminhar. Então, qual o sentido em existir em uma vida de aparências?
Sempre ao entrevistar qualquer candidato, inicio com a pergunta: "qual é a sua história?". É comum começarem a responder onde trabalharam ou onde estudaram. Em geral é isso que fazem. Mas insisto na mesma pergunta até que comecem a dizer-me sobre suas histórias. Interesso-me pela história de vida, por saber o que o moldou, o que o forjou, o que o trouxe até aqui.
Há pessoas que escondem o que realmente são por temerem o que os outros irão pensar. A imaturidade as faz importarem-se mais com o julgamento alheio do que em valorizar o que realmente as trouxeram até onde estão. Assim, tento perceber o tamanho da máscara que ela usa. Alguns rapidamente despem-se das máscaras e livram-se dos discursos ensaiados outras, nem sempre.
Minha técnica é simples: acredito que quem não tem orgulho da própria história, dificilmente vai querer construir uma história comigo. Procuro por pessoa e não por máquina. Procuro por alguém que tenha liberdade consigo mesmo, alguém que deliberadamente seja o que diz.
E como é bom conviver com gente assim! Gente que diz o que sente, que fala a verdade, que chora, vibra, dá gargalhada, dança, abraça, beija e aceita ser o que é. Que erra, agradece, pede desculpas, respeita, escuta, tem compaixão...
Valores interessantes para um mundo corporativo a cada dia mais frio e "enlatado", não?
Da mesma forma que se forçarmos abrir o casulo, mata-se a borboleta, não é possível forçar a iluminação de ninguém. Assim, respeito a escolha e faço a minha, escolho estar somente onde posso ser eu mesmo e a conviver com quem acredita nisso.
Tenho que confessar que tem dado certo em meu caminho. Ser seletivo nas escolhas tem ajudado a realizar alguns sonhos.
Por este motivo, por mais estranho que possa parecer, seja você! Funciona na vida pessoal e no trabalho. Lembre-se de que a cada escolha, vem uma renúncia. Mas somente você é responsável por suas escolhas. Escolher uma desculpa ou culpar outros pelas escolhas que fez é postura de vítima, de coitadinho, de frágil habitante da história dos outros.
Seja você quem conduz a sua história!
Para finalizar eu te pergunto: "qual é a sua história?"
Abraços
P.S. Este post também publiquei em meu blog do Linkedin.
sábado, 7 de junho de 2014
Ganhe tempo!
Olá!
Percorrendo o caminho, tenho aprendido que o tempo é variável que não aceitamos perder: você pode ficar durante horas andando pelos corredores do supermercado, mas quando decide ir embora, quer que sua fila seja a mais rápida. E, neste caso, pena dos operadores de caixa pois são sempre os alvos das irritações e ansiedades dos agora apressados.
Quantos e quantos momentos de nossa vida em que ficamos frustados por sentir que perdemos tempo? Aquela aula entediante, curso, palestra ou filme entediante, por exemplo. Você se lembrará de onde estavam instalados os extintores de incêndio, os furos ou defeitos da parede, as cores do teto, mas a mensagem? Duvido!
Infelizmente muitos gestores promovem este tipo de ambiente de trabalho também. Promovem reuniões intermináveis, sessões de reclamações sem sentido, caprichos de processos que ninguém entende porque existem, tudo isso colabora para que os que trabalham ali, voltem para casa pensando: "Que perda de tempo!"
Ao mencionar reuniões de trabalho, posso citar os chamados que comparecem e, entram mudos e saem calados, ou seja, nada contribuem ao momento e, aceitam perder tempo próprio e dos outros.
Tenho certeza que você conhece exemplos de perda de tempo. E, que tal virarmos o jogo?
Proponho aqui um outro ponto de vista: "Ganhei Tempo!"
Se você convive com chefia ruim, seja porque oprime, agride ou pouco ensina, agradeça! Sim, agradeça, pois esta chefia está lhe ensinando o que não fazer, quando você for o chefe! Ou seja, ganhou tempo, pois nem precisou pagar um curso para aprender, este chefe te ensinou e ainda te pagou por isso.
Busque alternativas para ganhar tempo através do aprendizado. Ao aprender a todo momento, ganha-se tempo. Pois, como aprendi em um sábio ditado budista:
"O dia de amanhã ou a outra vida, ninguém sabe qual chega primeiro".
O intervalo entre o nascer e o morrer é tão breve "visto de fora", que só passamos a dar valor quanto este tempo se vai.
"...há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.".
...nos traz a reflexão que há oportunidade para tudo, havendo a vida. Então, qual o problema em aprender com tudo o que acontecer?
Veja a campanha promovida por um importante hospital, trazendo esta reflexão em um filme publicado no Youtube com o título: "Desejos para o ano novo".
Perceba que são as coisas simples importam: beber água, cuidar da horta, respirar... O tempo passa a ser visto com outros olhos.
Sei que não é fácil. Somos bombardeados por distrações e mensagens que vemos ou não, que nos remetem à urgência, ao imediato, ao consumo... Parar e respirar passa a ser para muitos, um ato de luxo!
Mas se ao olhar para como tem sito sua trajetória nesta vida, pode ser que encontre motivos para cuidar melhor do seu tempo.
- Será que tem aproveitado seu tempo com sua equipe?
- Será que conviver contigo é um ganho de tempo?
- Será que as pessoas voltam para casa felizes porque ganharam tempo ao estarem do seu lado?Pais, mães, filhos, professores, alunos, funcionários, todos temos tempo, basta querer acenar para a vida de forma diferente.
Espero que esta leitura tenha lhe ajudado a ganhar tempo!
Um forte abraço!
sábado, 31 de maio de 2014
Você sabe trabalhar sob pressão?
Olá!
O título deste post vez ou outra é também tópico investigado em entrevistas de emprego. E, posso afirmar que é sem dúvida, um assunto espinhoso, evitado por muitos. Algo como aquele prato em que poucos são apreciadores.
Tenho aprendido que não adianta torcer o nariz para a pressão, pois ela é um componente da vida. É uma das forças presentes na natureza e, portanto, ao lutar contra ela gasta-se muito mais energia do que aprendendo a conviver e a extrair dela o que nos seja útil.
Sim, há muita pressão ao nosso redor:
Alimentos são preparados sob pressão, pneus dos carros dependem de pressão para rodar com segurança, os níveis de pressão atmosférica também interferem na produção de alimentos, respiração humana, etc.
No trabalho também utilizamos a palavra pressão, dando significado à soma das expectativas, cumprimento de promessas, prazos, etc.
Quanto maior a expectativa de solução, maiores serão os níveis de pressão pelos resultados. Em geral, os níveis de pressão são inversamente proporcionais ao prazo desejado, ou seja, quanto menor o prazo que você tiver para realizar sua entrega, maior será a pressão para que seja realizada a tempo e com qualidade.
E, quanto mais competitivo for o mercado e área de negócios que você atuar, maiores os níveis de pressão e tensão por resultados melhores, em menor prazo, com os melhores custos. Ouve-se a cada dia: "fazer mais com menos". Pressão por resultados, por melhores condições de sobrevivência.
É fato que pressão está presente em nossas vidas, mas ela é sempre saudável?
Refletindo sobre esta pergunta, encontrei alguns elementos para provocar nossas discussões:
Há um velho ditado popular, em que dizemos: "A diferença entre o remédio e o veneno é a dose". Sim, pois mesmo o mais eficiente medicamento, pode se tornar uma arma em caso de superdosagem. Ou se consumido a menor do que o prescrito, reduz-se a eficácia do tratamento, ou seja, somente a dose certa, pesquisada, indicada por especialista pode ter os melhores resultados.
Tomando este raciocínio como base, creio que já ficou mais fácil de descobrir em qual nível de pressão devemos viver. Em meu Caminho tenho aprendido que está no equilíbrio das forças o segredo dos movimentos harmônicos, agradáveis e cheios de valor.
Um violão, por exemplo, depende do nível correto e equilibrado de tensão em suas cordas, e somente assim, consegue-se extrair dele as notas corretas no tom adequado. Para cada melodia, ambiente, músicos, há uma afinação ideal. Caso contrário, ou o som fica desagradável, mesmo para ouvidos destreinados, ou as cordas arrebentam, em caso de excesso de tensão. Bons músicos ensaiam frequentemente e buscam a melhor afinação, melhor fluidez, maior e melhor repertório em suas apresentações.
Novamente, o equilíbrio é o fator chave para a harmonia.
Acredito que precisamos de líderes que saibam agir como bons músicos, que zelam de seus instrumentos (equipe) e, que ensaiam (treinam) constantemente em como produzir com eles, as melhores melodias (resultados), com afinação perfeita (qualidade), gerando a melhor experiência em sua platéia (expectativas da empresa, acionistas, etc).
Neste caso, liderar poderia ser comparado a buscar o nível correto de tensão (pressão) a ser exercido a cada corda do seu violão. Para cada música a ser tocada, em cada corda, um nível diferente de tensão deve ser empregado. Assim pode ser na equipe, onde a liderança precisa conhecer diariamente, qual o nível de pressão pode colocar em cada componente, para conseguir a melhor performance, no melhor ambiente de trabalho.
Quantos de nós desistimos facilmente nas dificuldades?
Quantos que ao ganhar ou comprar um violão, por exemplo, entram em um curso, até começam a aprender tocar o instrumento, tiram as primeiras notas, as músicas mais básicas e simples. Mas quando vem a aula da "pestana" ou o "dedilhado", ou seja, posições mais difíceis e exigentes, logo as dificuldades colocam o velho violão na lista do "desapega"...
O mesmo acontece com chefes. Conheço muitos profissionais que ao serem promovidos, tempos depois caem na armadilha de deixar de ensaiar (treinar) novas músicas, pois receberam mais pressão, e com o tempo, devolvem intensidade errada de pressão para a equipe e esta, como um violão desafinado, produz muito aquém do que se espera... música ruim, repertório fraco, salão vazio, cantor desempregado... esse é o resultado.
Aproveitando um trecho da letra da música interpretada brilhantemente por Leila Pinheiro, escrita por Walter Franco, chamada "Serra do Luar", quero concluir este artigo, pois encontrei nela uma reflexão profunda sobre a forma de agir sob pressão:
"...Viver é afinar o instrumento (de dentro)
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
(...)
Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo..."
O que tenho aprendido é que procurar o equilíbrio emocional pode ser um bom começo. Pensar menos e agir mais, arriscar mais e reclamar menos, experimentar mais e fugir menos, aprender mais e desistir menos... Aos poucos equilibrar-se no caminho. Colocar energia na tentativa e aprendizado na caminhada.
Fugir da pressão? Jamais! Preciso dela para provar que consigo vencê-la.
Tenho certeza que não é nada fácil, mas, como um bom músico, não me canso de ensaiar todos os dias.
E agora, consegue viver sob pressão?
Abraços.
Link para a música Serra do Luar
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